Yoshi, o dinossauro favorito do mundo dos games, acaba de ganhar um novo jogo solo. E como a série é conhecida por apresentar mecânicas e visuais únicos a cada aventura, a expectativa para descobrir quais mistérios nos aguardavam era bastante alta. Agora, finalmente podemos conhecer e explorar cada página deste enigmático livro para descobrir o que nos espera nesta aventura fofa.

Yoshi and the Mysterious Book é um jogo de aventura 2D que, logo de cara, foge do tradicional modelo de fases como conhecemos e vimos em Yoshi’s Crafted World, por exemplo. Dá até para dizer que temos aqui uma experiência de investigação, pesquisa e anotações.

Cada capítulo do livro reserva uma série de criaturas diferentes para conhecermos e, o melhor de tudo, é que todas oferecem experiências únicas, tornando a leitura, ops, a gameplay, extremamente empolgante e viciante.

Devorando o livro misterioso

Preso no castelo do Bowser há muito tempo, o Mysterious Book acaba sendo descoberto pelo pequeno Bowser Jr. Ao observar suas páginas, ele decide se aprofundar naquela história em busca de um certo tesouro. Porém, ler enquanto voava em sua nave não foi a melhor das ideias. Quando o pequeno malvado usou a lupa do livro, acabou sendo transportado para dentro dele.

O livro então cai na maravilhosa ilha dos Yoshis. Curiosos, porém cautelosos, os personagens cuidam do objeto, que agora se apresenta como N. Igma. O velho livro está confuso e, pasme, desconhece ou simplesmente não se lembra do conteúdo existente em suas próprias páginas. Por isso, ele pede ajuda aos Yoshis para desvendar seus segredos.

Yoshi and the Mysterious Book_01

Essa ajuda leva você a uma aventura por diversos capítulos incríveis. Cada um deles conta com habitats e criaturas diferentes para conhecer, e a mágica começa logo no início do livro, quando percebemos que as páginas são vivas: pequenos bichinhos se movimentam e, com a lupa, você pode mirar naquilo que chama sua atenção para estudá-lo. É assim que você será transportado para as fases de Yoshi and the Mysterious Book.

Dentro das fases, o visual muda completamente, lembrando as pinceladas coloridas de Super Mario World 2: Yoshi’s Island, lá do Super Nintendo. As cores são vibrantes e cheias de detalhes nas camadas mais próximas. Ao fundo, os movimentos acontecem de forma mais suave, enquanto frases soltas completam a tela desse livro vivo.

Cada cena e seus pequenos personagens são um delírio visual: uma fofura charmosa e apaixonante daquelas que dá vontade de apertar de tão fofa que é.

Yoshi and the Mysterious Book_02

De repente, Yoshi se depara com uma pequena flor e, em vez de transformá-la em ovo, passa a carregá-la nas costas. Sério, como não amar? E tudo vai ficando ainda melhor, já que cada nova descoberta cria um registro, quase como uma figurinha descrevendo a situação revelada. Dessa forma, cada interação vai preenchendo a tela com anotações, e um detalhe importante: tudo em português.

Continuando com a flor como exemplo: ao carregá-la, os arbustos ganham flores; ao oferecer frutas, elas mudam de cor, reagem e ainda podem fazer brotar novas frutas na vegetação. Elas criam raízes se você pular com força sobre elas, ficam felizes quando colocadas na água, podem se sujar de lama ou mel… enfim, são inúmeras possibilidades.

Parece simples, mas isso é apenas a preparação para que outras criaturas possam aproveitar as mudanças que elas causam nos cenários. A dinâmica vale para muitos outros animais, tá? possibilitando combinar suas habilidades.

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Quando você conclui as principais descobertas envolvendo flores e outras criaturas, a fase termina. De volta ao mundo ‘real’, temos a chance de dar um nome à criatura analisada e, com isso, ver o livro se transformar. As páginas em branco passam a ser preenchidas com as anotações criadas dentro da fase, agora acompanhadas do nome que você escolheu para cada um dos bichinhos.

Preenchendo um livro místico

Um detalhe bem legal é que a cor do Yoshi usado na fase também fica registrada e tudo resulta em desenhos muito bonitinhos que dão um charme maravilhoso ao livro. Inclusive, dá para modificar a posição de cada anotação e organizar tudo como preferir. Esse é um perfeito Bobbie Goods, pra mim.

As anotações rendem estrelas, que funcionam como moeda de troca para liberar novos capítulos de Yoshi and the Mysterious Book. Na prática, não é difícil desbloqueá-los e em pouco tempo dá para liberar todos. Por outro lado, novas criaturas vão surgindo conforme você conclui as fases. Isso porque o livro é vivo e, à medida que você interage, verá, por exemplo, uma espécie de sapo acordar com o barulho causado pelo canto dos pássaros que você movimentou em uma página ao lado.

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A progressão nas investigações abre caminho para novas espécies surgirem e, por sua vez, novas fases para investigar. Naturalmente, os bichos começam a transitar entre as páginas do livro e as diferentes mecânicas passam a se misturar.

A flor capaz de gerar um broto de pimenta pode ser útil para descobrir como uma água-viva reage ao alimento ou até tornar a picada de um enxame de abelhas forte o bastante para quebrar uma rocha. A maioria das criaturas já apareceram em outros jogos da franquia. A diferença é que aqui elas surpreendem com reações inéditas e habilidades compartilhadas com o próprio Yoshi, transformando a jogatina do começo ao fim.

Vale mencionar alguns destaques: o sapinho que cria bolhas e ajuda você a flutuar; passarinhos que funcionam como plataformas de salto; nozes explosivas; uma lagarta-bumerangue; nuvens com asinhas; um coral de bichinhos do mar.

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São tantos e tão criativos que fica difícil escolher os favoritos. Todos são adoráveis e tem aquele carisma que dá vontade de colocar numa fazenda ou abraçar o Switch como se fosse uma pelúcia.

Reunindo o elenco de Yoshi and the Mysterious Book

Alguns rostinhos mais populares também aparecem por aqui, como os Shy Guys, que podem apontar e indicar o próximo objetivo em uma espécie de pique-esconde. Também há aqueles ratinhos mascarados e trapaceiros que, se você bobear, roubam até o ratinho que estiver carregando nas costas. É hilário.

Descrever cada espécie seria um grande spoiler e renderia praticamente outro livro. Então vou me limitar a dizer que existem muito mais que 30 criaturas para conhecer e batizar com seus próprios nomes (ou aceitar as sugestões do N. Igma), cada uma trazendo novidades para nosso querido Yoshi.

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É fácil passar horas investigando novas formas de interagir com os animais. Mesmo com comandos simples, o design das fases está abarrotado de detalhes para criar situações variadas. E quando os bichos começam a se misturar, tudo fica ainda mais interessante. Mesmo nos níveis mais curtos, haverá muitas descobertas que vão exigir criatividade e curiosidade, o que reforça o replay.

Em certo ponto, uma mancha no livro pode aparecer. Esse pequeno pingo de tinta é uma forma de indicar investigações pendentes. Completá-las rende ainda mais moedas. É uma ajuda bem-vinda para a progressão, sem cobrar seus recursos, lembrando que também dá para usar moedas para ter uma prévia das pesquisas.

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Yoshi and the Mysterious Book também tem um enigma além de suas próprias páginas. Aqui, Yoshi não tem barra de saúde tradicional e não há contador de vidas ou uma forma real de perder progresso. Isso torna o jogo mais fácil? Em parte, sim. Mas também parece ter sido uma decisão para evitar que as pesquisas se tornem repetitivas e frustrantes.

Imagine completar várias investigações e precisar repetir tudo porque perdeu a fase. Dada a enorme quantidade de enigmas e interações, isso poderia facilmente quebrar o ritmo e diminuir a sensação de descoberta. Ainda assim, vale dizer: a progressão realmente acaba sendo mais tranquila.

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Essa imortalidade gera alguns momentos curiosos. Principalmente nas batalhas contra Bowser Jr. e outros inimigos, onde muitas vezes não existe exatamente um desafio, mas sim um teste de paciência.

Durante um nível guiado, por exemplo, se você cair, renasce de volta na nuvem e continua acompanhando o percurso até o final. É estranho. Mas também deixa claro que o objetivo não é “vencer” a fase. O foco é aproveitar o máximo possível daquela visita para fazer suas análises. Se algo passar despercebido, aí sim vale repetir e a surpresa continua funcionando porque aquilo que já foi descoberto permanece registrado.

Encontrando novas páginas

Outro desafio importante é encontrar as famosas flores sorridentes, itens que ganham utilidade no pós-game. E aqui vai um spoiler: ao concluir a história principal, N. Igma expande o conteúdo com mais quatro capítulos adicionais, além de dois capítulos secretos cheios de novos desafios. Talvez sejam justamente eles que peçam mais habilidades.

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Tudo isso transforma o jogo em uma verdadeira enciclopédia interativa. Um prato cheio para quem gosta de coletar itens e destrinchar conteúdos. Facilmente ele pode prender você por muitas horas, sempre encontrando novas maneiras de surpreender.

Seja por uma criatura fofinha ou por um detalhe inesperado que rende uma descoberta incrível. Yoshi and the Mysterious Book também conta com um índice dos animais, permitindo consultar cada uma delas com os nomes criativos que você escolheu.

No pós-game ainda é possível habilitar uma sessão de ferramentas do livro, que ajudam nas investigações dos habitats. E são muitas, tantas que chega a ser absurdo. Cada ferramenta pode ser colocada na interface do jogo, deixando você personalizar a experiência do jeito que achar melhor.

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Tem sensores para indicar itens ou interações ocultas, contadores de ovos e, olha só, até a tão questionada barra de vida. Só que existe um detalhe curioso: ela pode chegar a um coração e, mesmo se você se jogar na lava, Yoshi renasce com aquele único coração. Ou seja: nem assim ele morre.

Também há indicadores com contadores de passos, frequência cardíaca, temperatura e qualidade da água. E aí fica a pergunta: pra quê? No fim das contas, talvez a função exata nem importe tanto. O que vale mesmo é a surpresa de descobrir o que cada detalhe pode revelar e completar essas relações colecionáveis que tornam o livro ainda mais vivo e encantador.

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Sinceramente, Yoshi and the Mysterious Book é surpreendente. Além de ser extremamente fofo, ele muda completamente a lógica do que poderia ser apenas mais um jogo de aventura com fases tradicionais. Não é à toa que a série sempre consegue se reinventar.

E desta vez entrega surpresas até o fim. Toda essa proposta faz dele um dos almanaques mais gostosos de completar. Superando facilmente até um certo álbum de figurinhas que tá rolando por aí.

96 %


Prós:

🔺É criativo e diferente dos jogos tradicionais
🔺O visual é encantador e cheio de personalidade
🔺Tem grande variedade de criaturas e interações
🔺A jogatina é cozy e muito viciante
🔺Tem foco baseado em exploração e curiosidade
🔺O pós-game é bastante recheado
🔺Tem localização em português
🔺A interface é altamente personalizável

Contras:

🔻Ausência de desafios pode frustrar alguns jogadores
🔻As batalhas perdem impacto pela falta de risco
🔻Quem prefere fases tradicionais pode estranhar

Ficha Técnica:

Lançamento: 21/05/2026
Desenvolvedora: Good-Feel
Distribuidora: Nintendo
Plataformas: Switch 2

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