Dumb Ways to Build chega como a mais recente e delirante expansão do universo Dumb Ways to Die, trocando as mortes acidentais cotidianas por um canteiro de obras onde a sobrevivência é opcional e seus colegas de equipe são, inegavelmente, o maior risco ocupacional.
Da campanha de segurança ao caos da construção
O título desenvolvido e publicado pela PlaySide Studios sob o selo Dumb Ways to Die é um convite irônico para reunir os amigos e construir pontes, rampas e plataformas duvidosas enquanto tentam não morrer ou, mais provavelmente, morrem juntos e de formas hilárias.

A franquia Dumb Ways to Die nasceu como uma campanha de segurança pública australiana que viralizou ao transformar dicas de prevenção em animações musicais sobre maneiras absurdas de morrer. Ao longo dos anos, o universo dos Feijões ganhou jogos mobile, séries e uma estética própria de humor negro e física slapstick.
Dumb Ways to Build absorve essa identidade e a transplanta para um playground de construção onde violações de segurança são parte do design e cada ferramenta pode tanto salvar quanto sabotar a equipe. A premissa é simples e genial ao levar o jogador à construtora menos respeitada de Dumbville, em que o equipamento é abundante, o talento é escasso e o crescimento profissional vem acompanhado de quedas, esmagamentos e pregos no lugar errado.

O grande trunfo de Dumb Ways to Build está no cooperativo online em que a dinâmica de equipe é alimentada por um chat de proximidade que permite coordenar esforços ou apenas ouvir a carnificina enquanto cada um descobre suas próprias maneiras idiotas de morrer. Por esse e outros motivos neste review, ignore o modo solo para não se frustrar ao tentar jogar como realmente o título foi pensado!
Cooperativo que testa amizades e paciência
Em Dumbville, a união faz a força, mas frequentemente só serve para matar todo mundo ao mesmo tempo, especialmente quando alguém decide ajudar com uma viga errada ou um acidente inesperado que derruba um amigo do alto de um prédio. Essa tensão entre cooperação e sabotagem, intencional ou não, transforma cada partida em uma comédia de erros onde o verdadeiro chefe é o caos.

O centro de tudo está num sistema de plataforma ao melhor estilo faça-você-mesmo (do it yourself), em que praticamente qualquer objeto não parafusado pode ser pego, girado e arremessado para virar material de construção improvisado. A pistola de pregos funciona como uma espécie de cola universal para fixar pontes, rampas e estruturas duvidosas, enquanto um cinto de ferramentas repleto de equipamentos baseados em física oferece opções que podem ajudar ou atrapalhar a equipe.
Os trabalhos funcionam como missões repletas de riscos, cada uma exigindo trabalho em equipe e uso criativo das ferramentas para superar mapas cheios de perigos, segredos e desafios únicos. Através de certificações por realizar certos feitos, os construtores mais dedicados recebem itens cosméticos desbloqueáveis e modos de desafio extras, incentivando replay e experimentação.

A jogabilidade de Dumb Ways to Build equilibra precisão e desastre com controles que respondem bem o suficiente para construir, mas caóticos o bastante para transformar um simples prego em um projétil perigoso. As tarefas parecem fáceis num primeiro momento, mas coordenar a cooperação e o uso correto dos itens com certeza será muito desafiador.
Direção artística que abraça o absurdo
Tudo é realista e divertido, garantindo que cada uma ponte mal apoiada pode desabar no momento exato em que alguém decide atravessá-la. Morrer também faz parte da diversão e estratégia, pois você pode reviver seus colegas em pontos determinados ou através dos banheiros químicos, facilitando as travessias ou escaladas.

Dumb Ways to Build mantém a estética colorida e cartoonizada da franquia, com personagens Feijão expressivos, ambientes urbanos vibrantes e uma direção de arte que transforma qualquer ambiente em cenários atrativos. A trilha sonora acompanha o tom de humor catastrófico, alternando entre melodias leves e momentos de tensão cômica que ressaltam o absurdo das situações.
Um detalhe divertidíssimo fica por conta da mixagem de sons, inclusive com o chat alterando a voz dos jogadores quando morrem, ficam atordoados, utilizam itens para ampliar o som e outras surpresas divertidas.

Que por sinal, diversão é o que não falta em Dumb Ways to Build, seja por fazer você exercitar sua criatividade, rir com o desastre dos amigos ou até mesmo tendo que correr contra o tempo para sobreviver por achar que já tinha descoberto como realizar o trabalho daquela fase em específico.
O resultado disso tudo é um mundo vivo em que acidentes de trabalho, decisões estúpidas e consequências hilárias são apenas mais um dia no batente, tudo embalado por uma apresentação que não leva nada a sério, exceto pela física que garante a morte certa ao menor descuido, mas tudo com muita risada.
Prós:
🔺Cooperativo online, caótico e divertido
🔺Física realista permite ainda mais diversão
🔺Sistema de construção improvisada e criativa
🔺Direção de arte vibrante e carismática
🔺Simples de jogar e muito divertido
Contras:
🔻Caos excessivo pode frustrar os mais perfeccionistas
🔻Não que seja um problema, mas não deveria existir modo solo
Ficha Técnica:
Lançamento: 10/09/2026
Desenvolvedora: Dumb Ways to Die
Distribuidora: Dumb Ways to Die
Plataformas: PC, PS5, Xbox Series
Testado no: PC


