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Após um começo promissor com The Mad Ones e o fraco segundo episódio Hide and Seek, o adventure com elementos de RPG The Council, da dev Big Bad Wolf, volta a instigar com novas reviravoltas e quebra-cabeças. Seu terceiro episódio, Ripples, conta com um ritmo mais ágil e faz um melhor uso de mecânicas que antes não haviam sido bem exploradas.

Na trama, o protagonista Louis de Richet continua a busca por sua mãe, Sarah, e no processo é levado a participar das maquinações políticas do ‘Conselho’ do título, liderado pelo Lorde Mortimer. Logo ao início do capítulo, o jogador é colocado no banco da frente e forçado a tomar decisões que podem ou não alterar o rumo da história mundial, o que torna a aventura um bocado mais tensa.

Queimando neurônios

Não há muito o que falar da trama de Ripples sem entregar spoilers, mas posso dizer que grandes revelações ocorrem no episódio. Algumas delas são bastante interessantes e outras são mais que isso: há um detalhe específico da narrativa que nunca esteve aparente em outros episódios, e embora soe um pouco ridículo de início, cria grande promessa para os dois capítulos restantes.

Imagem do jogo The Council
Difícil resolver quebra-cabeças em meio a tanta beleza…

Outro elemento que é substancialmente melhor explorado neste capítulo são os quebra-cabeças, que não só exigem a atenção do jogador aos detalhes encontrados em cartas e livros como agora demandam uma boa memória geográfica da enorme mansão. Felizmente, caso o jogador fique perdido, o mapa disponível no menu do touchpad é prático e por isso ganha um uso mais expressivo durante a jogatina.

Ripples também traz algumas melhorias técnicas para The Council, a mais importante delas sendo as telas de carregamento mais rápidas. Ainda há pequenas interações que levam a carregamentos que interrompem a imersão, mas isso acontece menos frequentemente do que no episódio anterior, por exemplo. Os gráficos também são melhor aproveitados, com novos cenários que valorizam a boa iluminação e a direção de arte requintada.

Caras e bocas

As animações faciais, no entanto, atingem seu ponto baixo neste capítulo. Não só os lábios de um personagem deixaram de mover durante um diálogo, como os olhos de Louis ficaram comicamente tortos em meio a uma cena chave do episódio, criando um momento de comédia involuntária. A dublagem, por sua vez, mantém um nível inconsistente entre os personagens, que muitas vezes dialogam sem espontaneidade alguma. Há também pequenos glitches de áudio durante interações com o cenário.

Imagem do jogo The Council
“São seus olhos”.

Outro problema que pode afetar o envolvimento com The Council como um todo é o tempo que separa a estreia de cada capítulo, tornando a densa narrativa ainda mais difícil de acompanhar. Por isso, seria bom se o jogo fosse atualizado com um diário mais prático, listando os acontecimentos chave sequencialmente e também trechos importantes de diálogos passados. Isso, no entanto, não chega a ser grave.

Em seu terceiro episódio, The Council parece mais à vontade com suas intenções, entregando uma narrativa mais ágil e convidando o jogador a exercitar seus neurônios mais do que antes. Além disso, a trama começa a ganhar maior sentido no capítulo, dando uma motivação mais clara e convincente para continuarmos na pele de Louis de Richet e enfim descobrirmos os terríveis segredos que o conselho esconde.

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