Antes mesmo de falar desta nova versão, é importante lembrar o impacto de Super Mario Bros. Wonder. Após anos seguindo uma estrutura mais tradicional nos jogos 2D da franquia, a Nintendo rompeu com o previsível e apresentou uma experiência que abraçava o inesperado como sua principal identidade. O Reino Flor é um lugar vivo, estranho e criativo, onde cada fase parece esconder uma surpresa completamente diferente da anterior.

As chamadas Wonder Flowers transformam o jogo em tempo real, criando momentos caóticos, divertidos e muitas vezes imprevisíveis, uma ideia simples, mas extremamente eficaz para renovar a fórmula clássica do Mario. Agora, com Super Mario Bros. Wonder + Meetup in Bellabel Park, essa experiência retorna em uma versão refinada que tenta ir além do que já funcionava, adicionando novos conteúdos, modos e uma abordagem muito mais voltada ao multiplayer local e online.

Alguém só precisa avisar a Nintendo que os títulos dos seus jogos podem ser mais curtos, por gentileza. Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Meetup in Bellabel Park é um nome absurdamente grande. Ao menos podemos dizer que a DLC condiz com a grandeza do título? Será?

A diversão continua em Super Mario Bros. Wonder + Meetup in Bellabel Park

Não pense que multiplayer faltou na versão original, já que toda a aventura para restaurar o Reino Flor podia ser jogada com até 4 jogadores, localmente e online. Eu mesmo finalizei a jogatina com o Wagner, meu namorado. Mas a expansão Meetup in Bellabel Park chegou para agitar as coisas com algumas novas narrativas. Aqui somos levados a um novo mapa, um parque, como o título diz, e ele está repleto de atividades que logo se tornam missões.

A estrutura é dividida em atrações para multiplayer local e online. Ambas as opções requerem ao menos 1 amigo conectado junto com você. Ou seja, nada de jogar com bots por aqui, nem mesmo durante as sessões locais. Logo, se não houver amigos, o parque vira um museu com explicações das atrações. Outro detalhe é que, no modo online dentro do parque, só dá para se conectar com seus amigos através de salas de jogo.

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Você pode criar salas e convidar até 11 amigos. Também dá para entrar em uma sala ativa, no entanto, isso só funciona com amigos que você tenha adicionado no Switch Online. Desta forma, ninguém aleatório entra no seu parquinho e isso é problemático num mundo em que é cada vez mais difícil combinar um horário com os amigos. É difícil entender essa decisão, uma vez que existe uma opção de conexão geral no restante do jogo. Durante minha jogatina, por exemplo, procurei grupos na internet para conseguir criar salas e enfim testar as atrações, mas foi realmente difícil alinhar os horários da turma.

E quando você entende que as atrações recompensam com itens que ajudam a completar listas de coletáveis e personalizações para restaurar o próprio parque, a vontade de jogar só aumenta. Mas, se não tem ninguém para jogar, a brincadeira frustra.

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São apenas seis atrações online, que incluem diferentes corridas com naves, flores, bolas e até um patins gigante. Também há labirintos e um pega-pega que, sem dúvidas, é o mais engraçado. Com exceção dos labirintos, os demais possuem uma lista de fases com ambientes e desafios variados. Todos são competitivos e, ao ganhar, você recebe gotas. Com elas dá para regar as mudinhas espalhadas por aí e liberar inúmeros itens. Fica nítido que são poucas opções e, sério, cadê os minigames cooperativos online, Nintendo?

Já no modo local existem seis atrações competitivas, aqui incluem coleta de moedas, pega-pega, batalhas com diferentes tipos de projéteis, desafios contra inimigos e até alimentação de Yoshis. Ao menos as opções de fases são ainda mais variadas. Além disso, há 7 atrações cooperativas, como criar caminhos com blocos temporários enquanto os demais atravessam, ou a famosa batata quente, porém com um Bob-bomba.

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Um party game de plataformas 2D

Para quebrar a tradição, os minigames de contagem de moedas pedem precisão para coletar apenas o necessário, então não dá para sair pegando tudo sem pensar. O mesmo vale para os desafios de salto. E, por falar neles, também existem desafios de saltos contínuos e sincronizados musicalmente (quem jogou a aventura sabe do que estou falando).

Por fim, há um desafio onde um jogador controla o movimento enquanto o outro cuida dos saltos até completar a fase. Todos são divertidos e muito criativos. Não é exatamente como um Mario Party, já que tem sua própria identidade. Uma pena não poder jogar sozinho com bots ou com qualquer jogador online, esse foi o maior erro desta DLC, faz este lugar ser apenas para convidados.

O parque ainda conta com uma gincana onde você pode misturar diferentes tipos de atrações, definindo rodadas e níveis de dificuldade. Isso vale para ambas as conexões (só não vale se você estiver sozinho, risos). Apesar das alfinetadas, essa limitação pode ser realmente frustrante para quem não tiver acesso ao modo online ou a presença de amigos por perto. Bellabel está cheio de segredos e te faz querer explorar cada cantinho: há sinos espalhados, objetos em ruínas, placas com instruções, áreas vazias que parecem indicar construções futuras… e o meio de descobrir tudo isso, ao que tudo indica, é jogando com amigos.

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Felizmente, além do parque há outros meios de conquistar gotas e esses sim permitem jogar sozinho. O primeiro deles são os treinamentos da Brigada Toad. Aqui você enfrenta uma série de fases do modo aventura, mas com condições diferentes: seja por tempo, por quantidade de inimigos derrotados, coleta de moedas, vencer com invencibilidade (honestamente, sinto que o jogo quer ser acessível demais) e até desafios extras, como completar a fase sem tocar em nenhum dos inimigos.

Além das gotas, a brigada também possui níveis. Conforme você progride, pode ganhar emblemas para decorar uma mochila exclusiva de brigadista. É algo simples, mas com certeza vai prender os colecionistas e eu me incluo nessa, mesmo sabendo que vou repetir fases várias e várias vezes.

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O retorno dos Koopaling

Talvez as estrelas de Super Mario Bros. Wonder + Meetup in Bellabel Park são mesmo o retorno triunfal dos Koopaling. Aqui há uma pequena expansão da história, onde os capangas do Bowser roubam as flores Bellabel e se escondem pelo Reino Florido, o que abre espaço para revisitar o mapa, caso você já tenha concluído o jogo anteriormente.

As batalhas são únicas, já que cada inimigo se transforma com o poder das flores, criando um campo de batalha próprio. Mas até que a luta comece, as fases são inéditas, cheias de desafios e muito boas, tão boas que deixam um gostinho enorme de quero mais. Vale lembrar que dá para enfrentá-los sozinho ou com amigos.

Vencer essas batalhas ajuda a restaurar os jardins do parque Bellabel. Somando tudo o que há para fazer, existe bastante conteúdo para explorar, mesmo com as limitações de conexão e os repetecos da brigada. Ainda assim, há muito com o que se divertir nesta nova versão e, ainda tem mais.

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Você pode jogar tudo isso com a Rosalina e ainda contar com o apoio da Luma. Nesse caso, o player 2 controla a estrela e oferece suporte ao longo da fase. Também há um novo poder que transforma o personagem em flor, além de insígnias com habilidades duplas que ajudam bastante nos desafios. E, se ainda assim parecer difícil, existe agora um modo assistente que permite jogar sem morrer, mesmo ao cair das plataformas.

No Switch 2 o jogo está lindíssimo. O visual em 4K deixa tudo ainda mais “wonderful”. A trilha sonora, porém, em alguns momentos pode soar um pouco excessiva com músicas e Poplins cantando juntos, o que pode cansar. O Wagner, por exemplo, não foi muito fã durante a nossa jogatina. Por outro lado, quando completamos o coral de Poplins, é extremamente divertido vê-los se apresentando pelo parque.

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O mesmo encanto, agora mais completo

Lembrando que também dá para usar o modo mouse para controlar a Luma, por exemplo, e com o GameShare é possível compartilhar o jogo com aquele amigo que não tem, quem sabe isso ajude a facilitar essa jogatina em conjunto.

Super Mario Bros. Wonder + Meetup in Bellabel Park amplia o escopo da experiência, adicionando novas formas de jogar, explorar e interagir. O coração do jogo, sua criatividade, ritmo e identidade visual, permanece intacto. Ao mesmo tempo, Bellabel Park traz uma proposta diferente, mais voltada ao multiplayer e à experimentação, criando uma experiência que pode ser tanto divertida quanto frustrante, dependendo do nível de interação online que você tiver.

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No fim, essa nova versão reforça algo que já ficou evidente no original: Super Mario Bros ainda consegue se reinventar, agradar e envolver seus jogadores. E mesmo com o parque exigindo interação constante, houve uma preocupação em trazer conteúdo solo, ambos bem contextualizados, cheios de surpresas e mantendo aquele ritmo que a Nintendo sabe bem como conduzir. Por isso, sim, a DLC faz jus ao seu título gigante.

81 %


Prós:

🔺Tem uma pequena expansão da história
🔺Está recheado de coletáveis e personalizações
🔺Os combates com os Koppalings são divertidos
🔺Parque Belabel esconde muitos segredos
🔺Minigames são divertidos e cheio de criatividade
🔺O visual é ainda mais lindo no Switch 2
🔺Tem novos personagens e poderes

Contras:

🔻Parque só para amigos convidados
🔻Poucas atrações no modo online
🔻Minigames locais sem opções de jogar com bots
🔻Alguns desafios são repetitivos

Ficha Técnica:

Lançamento: 26/03/2026
Desenvolvedora: Nintendo
Distribuidora: Nintendo
Plataformas: Switch 2

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