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Confesso que poder jogar um game do Rocketeer sempre foi uma idéia que me atraiu. Para quem não conhece o filme de 1991, eu recomendo por ser uma aventura despretensiosa e, ao mesmo tempo, divertida como toda aventura deve ser. Era isto que eu esperava do game Dark Void.

Quando li sobre o jogo, vários fatores me animavam. Com o selo da Capcom e produzido pela Airtight Games, formada por craques do design oriundos do estúdio FASA (o mesmo de MechAssault e Crimson Skies), o game tinha tudo para agradar em cheio. Um jogo que aparentava estar preparado para a nova década e, mais que isso, para competir com os grandes lançamentos do momento.

Num cenário de ficção e fantasia ambientado em 1938, o piloto William Grey sobre um acidente de avião e cai no Triângulo das Bermudas, sendo teleportado para uma realidade alternativa. Nesta situação, o protagonista se vê compelido a ajudar um grupo de sobreviventes a enfrentar alienígenas chamados de Watchers. Para realizar as missões, Will dispõe de um foguete que lhe é acoplado nas costas como uma mochila (jetpack) e permite voar, chamado “The Void”. Além das armas e upgrades (que são poucos se comparado à outros jogos do gênero), Will pode usar alguns outros inventos que fazem parte da história, todos criados pelo cientista Nikola Tesla – que faz sua participação fictícia no game.

Dark Void

A história bem que poderia ser bem desenvolvida, mas nos deparamos com um game genérico demais. Nem mesmo os comandos funcionam tão bem como deveriam, o que torna o fator mais divertido do jogo, que é voar, uma experiência frustrante e confusa. Os combates em solo são piores ainda, numa cópia sem sal do sistema de cobertura do Gears of War, que funciona de forma sofrível. A idéia de combates na vertical é interessante, mas truncada. Pra piorar ainda mais, os personagens e inimigos não demonstram vida e são pouco convincentes ou sequer carismáticos. A única coisa que empolga de verdade são os combates com os chefes, sempre enormes e com pontos fracos para descobrir.

Pelo menos o game apresenta uma boa trilha sonora, composta pelo músico Bear McCreary (do seriado de tv Battlestar Galactica). A dublagem também merece destaque: o protagonista é dublado pelo ator Nolan North, que fez a voz de Nathan Drake (de Uncharted). Uma pena que nem mesmo as boas composições e dublagem seguram a atenção do jogador por muito tempo.

Dark Void se torna chato já na primeira hora e chegar ao final será uma tortura de oito horas de duração. O game pode até agradar alguns pela possibilidade de voar. Mas saber que não há modo multiplayer, extras, e muito do game é concentrado em combates frustrantes e genéricos em pleno solo pode decepcionar até esses que esperavam um game nas alturas.

SCHiM

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