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Beat Hazard, produzido pela Cold Beam Games, é um ‘’shooter de navinha” 2D. Nele você controla uma nave livremente, podendo seguir em qualquer direção, desviando e atacando inimigos que vêm de todos os lados, coletando upgrades e tentando atingir a maior pontuação possível. Nada que você não tenha visto em jogos como Geometry Wars ou o mais saudosista Asteroids.

O grande diferencial de Beat Hazard vem da música – como a própria divulgação do jogo deixa claro, Beat Hazard é Powered by Your Music. Ou seja, ele usa as suas próprias faixas para criar uma experiência única a cada partida. Pegando como exemplo Audio Surf, um título independente lançado há algum tempo, Beat Hazard faz uso de uma mecânica similar: antes da partida começar, você vasculha seu PC atrás de uma música para tocar ao fundo. Ela não serve apenas como trilha sonora, mas influencia também diretamente no andamento da partida. Dependendo de quão intensa a batida é ou o tipo de ritmo que a música apresenta, os inimigo, efeitos e velocidade mudam. E mesmo que você jogue novamente usando a mesma canção, as situações mudam quase que completamente.

Outro fator importante na hora da escolha é que a batida e intensidade da faixa refletem diretamente sobre os seus disparos, que aumentam e diminuem. Quando a música fica quieta seus tiros ficam patéticos, disparados em quantidades módicas, mas quando ela esta no auge, seja num solo de bateria ou guitarra, seus disparos ficam mais intensos e poderosos. Ou seja, nada de escolher músicas longas e calmas e achar que elas vão garantir uma pontuação alta sem muito esforço.

Beat Hazard

Além da mecânica baseada na música, Beat Hazard possui um sistema de power-ups que funciona de maneira tradicional; você destrói inimigos e eles liberam itens para serem coletados. Esses power-ups podem ser: um “+1″ que adiciona mais uma digito ao seu multiplicador de pontos, fazendo com que cada inimigo destruído valha mais no seu placar; a Super-Bomba, que acionada em momentos de aperto varre da tela os inimigos; um “Pow” que aumenta a força dos seus tiros. Por último, o mais interessante dos power ups é chamado de “Vol”, que aumenta o som da música que está sendo tocada, aumentando também o quanto seus tiros se espalham pela tela, atingindo assim uma área maior.

Beat Hazard, infelizmente, possui apenas dois modos; O “Play”, em que você joga uma música do começo ao fim e no final vê a sua pontuação, e o “Survival”, no qual você vai jogando uma música após a outra com uma quantidade de vidas limitada, em que não é só contada a sua pontuação, mas também o tempo em que você fica vivo. São modos suficientes para divertir, porém novas adições no futuro serão bem vindas.

Outra coisa que faltou, e essa sim é muito sentida, é um sistema de ranking como o de Audio Surf, que compara o desempenho de jogadores em uma mesma música. Quem jogou Audio Surf sabe o quão divertido/enervante era ver que alguém tinha te batido em uma faixa específica, que você achava que conhecia. Mas, de novo, vamos esperar que um update no futuro corrija isso.

Beat Hazard

Pra finalizar, temos um aviso. Beat hazard não usa músicas só como base para lançar inimigos em cima de você e aumentar sua cadência de tiros. Os efeitos em tela e das luzes que brilham no fundo são também reflexo direto da intensidade da canção. Isso chega a atrapalhar um pouco, já que às vezes há tantas luzes no cenário que você não sabe onde estão os tiros inimigos. Mas, principalmente, se você é uma pessoa que tem sensibilidade a efeitos de luz ou outro problema de saúde similar, tenha ressalvas quanto a jogar esse título, já que em certos momentos Beat hazard vira um show de luzes, que brilham e mudam de cor constantemente. O jogo tem um aviso sobre isso logo no começo, mas não custa reforçar a mensagem aqui.

Apesar da pouca variedade de modos e de não possuir um sistema de ranking mais robusto, Beat Hazard é um jogo extremamente viciante. A jogabilidade simples e precisa, aliada ao fato de sempre haver ao fundo uma trilha sonora de sua preferência, mudando o desafio de cada partida, faz com que as horas passem rapidamente ao jogar esse título. Ao fechamento desse review eu estava com cerca de 10 horas de jogatina e ainda não havia chegado a usar nem metade das músicas de que dispunha. Beat Hazard é tudo o que um título precisa ser: simples, bonito, divertido e barato.

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