Sea of Stars brilhou muito quando foi lançado, em agosto de 2023. O RPG indie da Sabotage Studios (os devs de The Messenger) agradou tanto os jogadores saudosistas como também a atual geração. De um lado temos um jogo feito à moda antiga, com visual retrô 16-bit em pixel art; por outro lado, temos uma jogabilidade que apresenta ideias frescas na exploração e no combate. Sem falar na história, que por si só vale nota máxima. Nosso review dá todos esses detalhes e mais.
Demorou, mas Sea of Stars finalmente ganhou seu merecido port para mobile. Disponível para iOS e Android desde Abril, o jogo foi todo adaptado para a tela touch, trazendo uma interface completamente nova para interagir com seus dedos engordurados. E eu até poderia encerrar este review aqui, dizendo que é o mesmo game de 2023 e fim. Mas, na verdade, essa adaptação oferece bem mais do que se espera.

Sob a luz do sol e da lua
Sea of Stars narra a aventura de Zale e Valere, jovens aprendizes com poderes do Sol e da Lua. Embora linear, a trama separa bem os eventos e conta com o apoio do simpático Garl, que dá suporte com suas habilidades na culinária e também no combate. E, naturalmente, outros personagens darão as caras ao longo de sua jornada, que dura em torno de 30 horas.
O jogo não é difícil, mas exige bastante estratégia para não perder nos combates. A variedade de inimigos é imensa e cada um ataca de formas diferentes, sempre testando seus reflexos. Ao tocar na tela no momento certo do ataque, seja seu ou do inimigo, você influencia no dano. Esse aspecto se estende para as magias, exigindo a mesma atenção com o tempo das ações por turno. E, diferente de muitos RPGs da era 16-bit, não é necessário fazer grinding para avançar.

Os combates não são aleatórios: assim como em Earthbound, um clássico do SNES, você vê os inimigos no cenário antes de iniciar a batalha, podendo também evitá-los. A exploração do mapa e a experiência com a história importam mais, embora Sea of Stars seja extremamente divertido nos combates. Os ambientes são bem variados, cada um com suas peculiaridades, biomas e quebra-cabeças que utilizam as habilidades mágicas de Zale e Valere.
Excelente adaptação para mobile
Por ser um jogo em pixel art, Sea of Stars fica ainda mais “crocante” na telinha dos smartphones. Por outro lado, é mais difícil de notar os detalhes animados nos cenários, especialmente mais ao fundo e durante o efeito de paralax. Em termos de performance, o game roda liso enquanto não houver notificações rolando aos montes. O game possui suporte a 120Hz para smartphones compatíveis, mas nem isso impedirá a queda brusca de frames por segundo se receber notificações ou algum outro app aberto estiver sugando o processamento junto, mesmo que esteja funcionando em segundo plano. Comigo, durante notificações do Whatsapp, caiu pra menos de 30 fps e alguns segundos depois voltou ao normal.

O mapeamento dos controles para o touch ficou excelente e tem opção de joystick fixo, para aqueles que não curtem o analógico flutuante aparecendo onde você tocar (na metade esquerda da tela). A vibração também funciona muito bem no smartphone, isso quando há impactos significantes rolando no jogo.
O port mobile também garante que a interface continue limpa como na versão de consoles e PC, adaptando as caixas de opções do combate para algo mais minimalista e funcional. Dito isso tudo, Sea of Stars é um RPG imperdível, e ter ele no bolso torna a experiência ainda melhor.
Prós:
🔺Port perfeito, sem qualquer perda de qualidade
🔺Adaptado para vibrações no smartphone
🔺Baratinho nas stores
Contras:
🔻Apps em segundo plano podem causar queda de frames
🔻Alguns cliques extras em menus
Ficha Técnica:
Lançamento: 07/04/2026
Desenvolvedora: Sabotage Studio
Distribuidora: Sabotage Studio
Plataformas: iOS, Android
Testado no: Android


