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Sabedoria é poder e Rosalind sabe muito bem disso. Explorando o mundo e todos os seus detalhes, iremos nos aventurar em várias regiões diferentes enfrentando e resolvendo seus problemas. Plantas, monstros, criaturas gigantes e magia resumem a nossa aventura em Nanotale: Typing Chronicles.

Desenvolvido por Fishing Cactus e distribuído pela PID Publishing e 2PGames, temos aqui mais um jogo da série Typing Chronicles. A tal “Crônicas de Digitação” se baseia nessa mecânica onde precisamos digitar tudo que vamos executar, como em The Textorcist: The Story of Ray Bibbia. Nanotale é o segundo jogo do estúdio a seguir essa mecânica, sendo o primeiro chamado Epistory.

Um mundo diversificado e muito belo

O jogo começa te colocando no papel de Rosalind, uma arquivista que tem como objetivo adquirir conhecimento e com isso treinar suas habilidades com magia. Ela está saindo para a sua primeira aventura quando, ao se separar de sua professora, se depara com uma raposa gigante no meio da floresta e monstros começam a atacá-la. Aqui você tem o primeiro combate, e vale a pena adiantar que as batalhas são mais frenéticas do que eu esperava.

Imagem do jogo Nanotale: Typing Chronicles
O novo capítulo de Nanotale, no deserto, é bem interessante.

Depois de salvá-la, a raposa vai te levar pra longe dos monstro, e é ai que nossa aventura começa de fato. O game separa as regiões por biomas: floresta, caverna e deserto, sendo esse último o mais recente a ser incluído no game. Todos os biomas são bem construídos, com seus quebra-cabeças e desafios próprios. Uma pena que essa diversificação não se aplica aos inimigos.

A campanha se resume na busca de Rosalind por conhecimento para ficar cada vez mais forte, explorando o mundo e toda a sua fauna. Você também vai enfrentar vários inimigos durante o caminho e ajudar a limpar uma certa corrupção que assola o mundo.

A história é bacana para aqueles que gostam de uma boa exploração. Todo o universo é basicamente explicado pelas anotações da personagem ao estudar a fauna dos biomas. É tudo muito interessante de se conhecer, cada bioma tendo suas características, e todas as plantas e animais possuem suas peculiaridades que as tornam únicas e distinguíveis uma da outra, não só pela aparência.

Imagem do jogo Nanotal: Typing Adventures
Estudar a fauna te ajuda a ficar mais forte.

É bom aprender a alongar os dedos

O gameplay se baseia totalmente na digitação e tudo que você faz no game é sair apertando as teclas feito doido. Você digita para atacar os inimigos, para estudar a fauna e também para usufruir de objetos do cenário. No início eu estava muito travado, tendo dificuldade com palavras maiores. O desafio é ainda maior ao jogar em PT-BR por conta dos acentos, que complicará a vida de qualquer jogador que possui um teclado americano. Mas com o tempo fui me acostumando, e é muito gratificante escrever cada vez mais rápido durante as batalhas do game.

Vale pontuar que são extremamente divertidas as palavras escolhidas para cada situação. Quando são inimigos, temos palavras como “nojo”, “bobo”, “enfermidade”, sempre palavras que remetem a coisas ruins. E isso se estende a outras coisas, como por exemplo objetos aquáticos no cenário, trazendo palavras como “aqueduto”, “esguicho” e “molhado”. E itens de fogo seguem com as palavras “quente”, “lava” e “bum” (sim, de explosão mesmo).

Imagem do jogo Nanotale: Typing Chronicles
Eu amo as palavras escolhidas para os inimigos.

Eu não diria que o game é difícil, mas ele exige que você tenha uma alta habilidade de digitação nas batalhas fechadas ou contra chefes, onde a quantidade de inimigos é bem grande. Mas, do começo ao fim, o gameplay sempre foi muito agradável e intuitivo. Com a digitação sendo a base de tudo fica fácil se acostumar as palavras mais difíceis com o tempo.

A exploração nem sempre é tudo aquilo

Nanotale: Typing Chronicles é realmente muito bonito e divertido, mas não é perfeito. Ele tem sim alguns bugs e momentos monótonos. Entre os bugs que encontrei estão algumas missões que não são registradas, sons que não tocam e diálogos trocados, entre outros. Claro que não é nada que realmente vá estragar a experiência, mas poderiam ter cuidado destes detalhes antes do jogo sair do acesso antecipado na Steam.

Imagem do jogo Nanotale: Typing Chronicles
As batalhas contra os chefes são bem legais.

A trilha sonora, bem… É esquecível mesmo. A música de batalha se repete do começo ao fim, independente da situação. Faltou variedade para sair da mesmice. Um problema que atinge também os monstros. Quando mudava de bioma eu sempre ficava na expectativa de ver algo novo, mas os inimigos surgem em uma ou duas variações e com a mesma estética.

Nanotale: Typing Chronicles tem muito a melhorar, mas consegue entregar uma experiência gratificante onde o gameplay é seu maior mérito. E com certeza vale a pena não só para quem gosta de exploração e jogos calmos, mas para quem precisa aprender a digitar bem rápido e sem olhar muito para o teclado.

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