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Um dos maiores clássicos dos jogos de gerenciamento é a franquia Populous. No papel de uma entidade divina, você deve guiar seu povo pelo caminho do desenvolvimento. Kainga: Seeds of Civilization conta com uma ideia parecida, colocando você na pele de um ancião e, do mesmo modo, guiando uma civilização através da história, eliminando toda a concorrência existente.

Kainga: Seeds of Civilization conta um conceito único, além de um estilo de arte bem diferente para os padrões. Levar uma civilização à glória não é nada fácil, e o jogo fará questão de te lembrar disso conforme o tempo passa. Para quem já está acostumado com o gênero, talvez o fator dificuldade não seja um problema, mas para quem é um marujo de primeira viagem as coisas podem, em pouco tempo, virar o caos absoluto.

Entre homens e gurus

Como dito anteriormente, Kainga: Seeds of Civilization bebe da fonte de títulos como Populous e Dwarf Fortress. Sendo assim, coletar recursos e transformar a civilização em uma potência é, em resumo, a missão principal do jogo. Você deverá fazer isso utilizando a figura do “Thinker”, que funciona como uma espécie de shaman capaz de oferecer poderosas vantagens ao seu povo.

Não tarda muito até os elementos roguelike aparecerem no jogo. A todo momento, você deverá realizar escolhas que impactam diretamente na jogabilidade. Do mesmo modo, o ambiente estará contra você, constantemente gerando catástrofes naturais e monstros a fim de destruir todo o progresso já feito. Conforme o jogo progride, mais pontos de karma você acumula, possibilitando o desbloqueio de tecnologias mais fortes e mais pedaços de terra.

Kainga
Desastres naturais podem ocorrer a qualquer momento

Os elementos roguelike aparecem na base da tentativa e erro. Saber o que cada Thinker faz e a melhor maneira de aproveitar a jogabilidade proposta por ele é essencial. Nesse caso, você provavelmente passará um bom tempo falhando até adquirir o conhecimento necessário para jogar da melhor maneira possível. Tal mecânica pode ser interessante para uns, mas frustrante para quem odeia ter que falhar para entender o funcionamento de algo.

Desse modo, não há, de fato, um game over. O progresso feito em uma partida desbloqueia funções para a próxima. É exatamente a experiência de um roguelike, mas com elementos de gerenciamento de recursos.

Problemas e veredito

Enquanto a ideia é inovadora, há alguns problemas que podem frustrar a experiência do jogador. A inteligência artificial ainda não é das melhores, e algumas unidades podem morrer por decisões ruins. Em um jogo que foca no gerenciamento de colônia, é primordial que a inteligência dos aldeões seja, no mínimo, competente, já que eles estarão no modo automático por um bom tempo.

O estilo de arte, por mais diferente que seja, pode não agradar a alguns. Contudo, creio que a escolha por uma mescla entre 3D e 2D foi um acerto por parte dos desenvolvedores. A arte proposta dá alma ao jogo, o diferenciando grandemente dos demais e gerando mais um fator de apelo.

Fora os fatores citados, a otimização parece ter sido a prioridade no projeto. Em um jogo tão simples, algumas travadas que diminuem a taxa de frames ocorrem com o passar do jogo. Pela simplicidade do jogo isso não deveria ocorrer, mas é um problema que pode ser resolvido com atualizações.

Kainga
Em pouco tempo a sua civilização obtém avanços tecnológicos

Por fim, mesmo com a inovação e alguns pontos negativos, creio que a experiência em Kainga: Seeds of Civilization seja satisfatória. O conceito único faz com que os problemas – muitos deles que podem ser resolvidos com atualizações – sejam esquecidos. Pelo preço e pela experiência, Kainga: Seeds of Civilization é um jogo recomendado para os fãs de roguelike e gerenciamento, mas nem tanto para quem não entende muito do gênero.

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