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BloodRayne Betrayal teve seu lançamento inicial em 2011 para Xbox 360 e PlayStation 3 e uma recepção morna, para dizer o mínimo. O jogo que foi desenvolvido por WayForward e distribuído por Ziggurat é um hack and slash 2D. A franquia BloodRayne é conhecida e está na geladeira há muitos anos. Teve dois jogos principais no começo dos anos 2000 e foram relançados no fim do ano passado.

Dessa vez com melhorias técnicas básicas de um remaster, o jogo Bloodrayne Betrayal: Fresh Bites chega para as plataformas atuais. É muito difícil não associar o jogo a Castlevania: Symphony of the Night, um dos jogos mais importantes da indústria que definiu o gênero metroidvania junto de Metroid. O jogo não é um metroidvania, é um side scrolling com combates frenéticos e momentos de plataforma.

Beber da melhor fonte…

O jogo tem uma “vibe” Castlevania SOTN. O castelo em que o jogo se passa lembra o do aclamado título da Konami, mesmo que o design seja diferente. Bloodrayne Betrayal tem 15 capítulos e se passam nas pouquíssimas diferentes ambientações. Você começa ao ar livre e logo entra no castelo. Lá dentro quase não existe variação. Os assets das diferentes partes do castelo se repetem muito, dando uma sensação de estar no mesmo lugar, só mudando as cores.

Rayne é cheia das poses nesse jogo.

O cenários e a modelagem dos personagens são bem bonitos. Rayne, os monstros e vampiros, e os outros personagens são bem vivos e têm uma animação que merece ser elogiada. Durante os combates, por vezes, parece que você está jogando um jogo de luta. Quando sobra um inimigo, a câmera dá um zoom e fecha nos dois lutando e isso é bem legal.

Já sobre a Rayne, ela corre, pula, ataca e desliza com um dash. Nada diferente aí, já que praticamente qualquer jogo desse gênero oferece esses movimentos. Ela consegue dar um pulo estilo Mario do Super Mario 64 ao andar para um lado e puxar o analógico para o lado oposto seguido do botão de pulo, esse é o super salto de Rayne.

… Não quer dizer que vai dar certo

Por mais que as animações sejam bem feitas, as lutas são caóticas. Raramente será contra um ou dois inimigos. Você será bombardeado várias vezes. É muito comum você ser derrubado pelo inimigo e, na tentativa de se levantar, ser derrubado de novo com vários inimigos em cima da protagonista. Isso é bastante frustrante, pois quebra qualquer chance de recuperação.

A apelação em forma de arma.

Além de atacar com as blades em seus braços, Rayne conta com uma pistola com munição limitada. O bom dela é que atravessa todos inimigos de uma vez, matando com um hit os mais fracos. Lá na metade do jogo, você encontra um canhão laser e aí praticamente acaba com a pouca graça das lutas. Com laser infinito, basta ir para um canto e segurar o botão de disparo, todos os inimigos irão pro saco.

Rayne consegue sugar o sangue dos inimigos ou “implantar” uma substância explosiva neles, sendo possível explodi-los depois. Em dado momento, a protagonista ganha a habilidade de se transformar em um pássaro e as partes obrigatórias com a ave são muito chatas com a jogabilidade terrível. Toda a parte de plataforma do jogo é bem irritante, tive muitas mortes por não conseguir cair naquela plataforma específica. A mecânica simplesmente não funciona.

Repaginado, mas ainda genérico

A história? Bem, nem vale ser mencionada. Super genérica e não faz diferença nenhuma. Bloodrayne: Fresh Bites é muito curto. Se você não esbarrar nas partes frustrantes de saltos, é possível terminar o jogo em menos de 3 horas. A verdade é que o jogo é um hack ‘n’ slash bem genérico que tenta se beneficiar do que Castlevania fez muito bem feito.

O Flappy Bird de vampiros.

O jogo tem boa trilha sonora (muito metal, do jeito que gosto), ótimas animações e gráficos que chamam a atenção. Porém peca nas mecânicas muito simples, enredo e ambientações genéricas e mal executadas. O jogo conta com atuação de vozes de atores com experiências, mas nos poucos momentos em que os diálogos acontecem, nenhum deles convencem.

Na minha última análise de um jogo de 10 anos atrás e que foi relançado, eu havia mencionado que gostaria que essa moda de relançar jogos de uma década atrás sem ajustes significativos não virasse moda. Ledo engano…

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