Super Sentai é um gênero que muitos conhecem no Brasil apenas como Power Rangers, mas sua verdadeira origem é muito mais rica e diversificada. Com diferentes equipes, mundos e inimigos, esses heróis coloridos têm como marca registrada as transformações, poses dramáticas e explosões estilizadas. Para quem, como eu, cresceu admirando esse universo, encontrar um projeto como Changer Seven é um verdadeiro convite à nostalgia — e à empolgação.

Com uma proposta simples e cativante, Changer Seven nos presenteou com uma breve demonstração, à qual tivemos acesso antecipado. Nela, é possível experimentar um pouco do combate, conhecer os personagens jogáveis e ter uma amostra do que o jogo completo poderá oferecer. Ainda que limitada, a demo cumpre seu papel: deixa um gostinho de “quero mais”, apresentando um trecho onde quatro membros da equipe enfrentam ondas de inimigos diante do icônico MASP, em plena Avenida Paulista.

Hora de morfar e detonar

Apesar de curta, a experiência já permite ao jogador assumir o controle de quatro heróis do time: a Changer Vermelha, Rubi Valente; a Changer Azul, Mariana Silva; o Changer Amarelo, Leon Lima; e o Changer Rosa, Rick Rosa. Cada um possui um estilo de combate próprio, encorajando a troca constante entre os personagens durante os confrontos e promovendo dinamismo à jogabilidade.

Changer Seven

Rubi, a líder da equipe Changer Seven, representa o arquétipo mais tradicional do gênero. Armada com uma espada e poderes de fogo, sua abordagem é direta e eficaz, ideal para quem busca uma experiência mais “padrão” de herói. Mariana, por sua vez, é uma defensora nata: com um escudo equipado com propulsores, ela protege aliados e o utiliza como uma arma de impacto brutal — transformando-se em uma muralha móvel capaz de esmagar qualquer inimigo.

Leon e Rick compartilham o foco na velocidade, mas possuem identidades distintas. Leon, com sua lança e postura descontraída, é um raio dourado que atravessa o campo de batalha. Rick, mais reservado e misterioso, utiliza técnicas furtivas e teletransportes sombreados, deixando apenas um rastro rosa no campo — uma ameaça silenciosa e letal.

Há ainda menções ao Changer Verde, que aparece apenas na abertura de Changer Seven e em artes promocionais. Seu visual robusto e seus punhos enormes sugerem um estilo de combate baseado em força bruta, o que deve equilibrar bem com o estilo mais técnico de Mariana. Mesmo ausente na demo, ele já conquistou seu espaço como favorito pessoal.

Changer Seven

Um tour pela Av. Paulista dos monstros

A demo nos permite explorar um trecho da Avenida Paulista e uma área subterrânea, com encontros variados e a presença de múltiplos inimigos. Apesar de curta, a seção deixa clara a ambientação: uma São Paulo alternativa e estilizada, que funciona como cenário perfeito para a ação urbana e super-heroica dos Changers. Ainda assim, alguns aspectos da demo revelam seu estágio inicial de desenvolvimento. Certas animações apresentam uma movimentação “quebrada” e alguns trechos de áudio estão mixados com volumes muito baixos ainda.

Em termos de desempenho, o jogo se mostrou bastante estável no meu setup. Não enfrentei problemas com soft-locks, travamentos ou bugs — mesmo sem ativar os recursos de DLSS da NVIDIA inicialmente. Posteriormente, ao testar o DLSS 4, percebi melhorias visuais notáveis: detalhes dos destroços e elementos do cenário ganharam nitidez, aumentando a imersão. A função de Frame Generation também contribuiu para uma jogabilidade mais fluida. Infelizmente, por limitações de hardware, não pude testar o Multi-Frame Generation, exclusivo das GPUs da série RTX 50.

Changer Seven surge como uma carta de amor aos fãs de Tokusatsu e Super Sentai, com um toque de brasilidade que dá personalidade ao projeto. A escolha da Avenida Paulista como pano de fundo confere ao jogo uma identidade marcante, como se São Paulo assumisse o papel de uma “Alameda dos Anjos” tropical. Mesmo com limitações técnicas típicas de uma build inicial, a demo já aponta um potencial considerável — seja pela criatividade dos personagens, seja pela ambientação inusitada.

Se você cresceu vibrando com transformações coloridas e inimigos caricatos, este jogo merece seu radar. Eu, pessoalmente, mal posso esperar para esmagar vilões com os punhos do Changer Verde.

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