O port de Death Stranding 2: On the Beach finalmente chegou ao PC, com menos de 1 ano após o lançamento para PlayStation 5. Nem preciso comentar o quão incrível o game é, certo? Caso não esteja por dentro, leia o nosso review. Lá você confere as principais características desta continuação, como as melhorias no gameplay e se a história consegue ou não superar o jogo original.
A versão de PC chega como a consolidação técnica e artística da obra de Hideo Kojima, trazendo não apenas melhorias gráficas e de desempenho, mas também reforçando as qualidades – e limitações – já presentes no jogo base. Caso não tenha jogado o primeiro Death Stranding, é possível sim se divertir com a história à partir da continuação. O jogo oferece uma recapitulação que, apesar de bem resumida, te coloca à par dos principais acontecimentos.

Os novos recursos gráficos de Death Stranding 2
Em sua essência, Death Stranding 2 continua sendo um jogo profundamente autoral: uma mistura de contemplação, narrativa excêntrica e mecânicas únicas de exploração. Uma aventura que transita pelos contrastes da narrativa, promovendo momentos de solidão silenciosa e cenas absurdas ou altamente cinematográficas, criando uma experiência emocionalmente carregada e, por vezes, deliberadamente estranha.
A sequência aprimora o ritmo em relação ao primeiro jogo, tornando a progressão mais fluida e acessível, sem abandonar sua densidade temática. Ainda assim, o excesso de sistemas e simbolismos pode gerar certa frustração ou sensação de cansaço para alguns jogadores. Aliás, sigo não sendo fã da interface abarrotada de informações, algo que Kojima insiste em repetir em seus jogos desde a franquia Metal Gear Solid.
O loop de gameplay – centrado em entregas, planejamento e travessia – permanece o mesmo, mas agora com mais ferramentas, opções e liberdade. Há uma evolução clara na variedade de abordagens, permitindo desde rotas estratégicas até soluções mais diretas com combate ou veículos. O sistema social assíncrono continua sendo um dos pontos mais fortes, incentivando a colaboração indireta entre jogadores e reforçando o tema central de conexão humana em um mundo fragmentado.

No aspecto técnico, a versão de PC traz as seguintes novidades: suporte a resoluções ultrawide (21:9 e 32:9); as tecnologias DLSS, FSR e frame generation; opções gráficas avançadas, incluindo ray tracing; e taxa de quadros destravada. Esses elementos elevam significativamente o nível visual, tornando o jogo ainda mais impressionante do que no PS5 Pro. Em setups mais robustos, trata-se de uma experiência técnica de ponta.
Performance garantida
Claro que, por mais bem feito que este port seja, você pode enfrentar quedas ocasionais de desempenho e stutters aleatórios, como em qualquer outro jogo AAA mais recente. Porém dá para afirmar que esta adaptação para PC é uma das melhores já feitas pela Nixxes. O jogo apresenta boa escalabilidade entre diferentes configurações de hardware, permitindo ajustes finos para equilibrar desempenho e qualidade visual. Até PCs mais modestos conseguem rodar o game sem problemas. Já no Steam Deck, diferentemente do primeiro Death Stranding, tá complicado manter o desempenho de forma consistente.
Em meu teste particular, com um processador Ryzen 7 5700X e uma placa de vídeo Asus Dual RTX 4070 Super, na resolução 1440p e com tudo no máximo, obtive uma média de 110-120 FPS com a qualidade do upscale (DLSS) configurado em “Suavização Nativa”. Trocando pra “Qualidade” o FPS passou da casa dos 160 FPS, mas em troca piorou a definição de alguns detalhes como a vegetação. E, para efeito de comparação, sem geração de quadros consegui rodar o game estável nos 70 FPS.

Narrativamente, Death Stranding 2 continua explorando temas como conexão, perda, tecnologia e isolamento. O jogo oferece uma abordagem mais direta na forma de contar sua história, tornando-a mais acessível sem perder profundidade. Inclusive oferece mais segmentos de pura ação. Ao mesmo tempo, a obra mantém seu tom provocativo e até caótico, com momentos que transitam entre o emocional e o absurdo – marca registrada de Hideo Kojima.
Mais do que um simples port, trata-se de uma versão que reforça o caráter único do jogo: ambicioso, divisivo e profundamente humano. Para quem já apreciava a proposta da série, o PC oferece a melhor vitrine possível para esta experiência estranha e fascinante, pra começar a jogar e não querer parar.
Prós:
🔺Performance estável até em PCs mais modestos
🔺Atualizações gráficas, com mais opções de ajustes
Ficha Técnica:
Lançamento: 19/03/2026
Desenvolvedora: Kojima Productions, Nixxes
Distribuidora: PlayStation Publishing, Kojima Productions
Plataformas: PS5, PC
Testado no: PC


