Roots of Yggdrasil, da desenvolvedora indie Manavoid, começa com uma missão difícil: inovar em um gênero que já está saturado de jogos não é fácil. Para entender essa dificuldade, basta responder o seguinte questionamento: qual foi o último roguelike deckbuilder realmente original que você jogou? É difícil pensar em algo que consiga bater a originalidade de jogos como Slay the Spire ou Inscryption. Bem, de boas intenções o inferno está cheio, e Roots of Yggdrasil busca provar que há, ainda, algo a ser explorado entre os roguelikes.

Com uma estética nórdica, Roots of Yggdrasil mistura deckbuilding, construção de cidades – ou melhor dizendo, aldeias – e elementos de roguelike. Tirando o elemento de construção de cidades, a fórmula já é bem conhecida, mas seriam os desenvolvedores capazes de extrair ainda mais dessa combinação? É o que eu tentei descobrir através desse breve período de acesso antecipado.

As raízes de Yggdrasil

Como já é típico do gênero roguelike, Roots of Yggdrasil te colocará para explorar diversos níveis, aumentando progressivamente o grau de dificuldade. Em cada nível, você deverá construir uma aldeia capaz de se expandir até ir para outro reino. A dificuldade, porém, está em como expandir o reino, visto que você precisará de cartas para construir os edifícios.

Roots of Yggdrasil

Roots of Yggdrasil é separado por turnos, e a cada turno o jogador receberá cartas novas. Com as cartas, é possível expandir a aldeia, sendo que há alguns indicadores a se ficar de olho. Pode parecer pouco intuitivo no começo, mas a ideia geral do jogo é bem fácil de pegar.

Apesar da abordagem um pouco diferente, esse não pretende ser um jogo muito inovador ou que vá iniciar uma nova tendência – pelo contrário, é um jogo que segue uma tendência. A jogabilidade é simples, e os novos jogadores ficarão mais impressionados provavelmente com a arte e a ambientação geral, que explora a temática nórdica e apresenta alguns personagens relevantes. 

Inovação e futuro

Como dito, Roots of Yggdrasil não pode ser, no momento, chamado de inovador, apesar de apresentar uma proposta um pouco diferente para o gênero. A fórmula clássica, apesar de repetida milhões de vezes por outros jogos, funciona por aqui.

Roots of Yggdrasil

O grande trunfo do jogo é, sem dúvidas, o visual. A interface é bonita, mas não muito intuitiva. Até mesmo no tutorial fica difícil de entender como os pontos interferem na jogabilidade. Como esse não se trata de um jogo complexo, o problema de não saber o que se fazer pode ser resolvido com algumas horas investidas no jogo.

Quanto ao futuro, é incerto dizer o que esperar de Roots of Yggdrasil. É um jogo que aposta no visual e em um conceito um pouco fora da caixa para o gênero, mas seria isso o suficiente para torná-lo diferente dos outros jogos no mesmo estilo? A ideia, em teoria, parece boa, mas sem inovações muito profundas é de se duvidar que esse jogo causará muito impacto no futuro.

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