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Lançado inicialmente em agosto de 2017, X-Morph: Defense chegou ao Nintendo Switch para alegria dos fãs de shooters. Desenvolvido e distribuido pela EXOR Studios, o jogo faz uma bela mistura entre dois gêneros: Tower Defense e Shooter com visão superior.

Em X-Morph: Defense você assume o comando de uma raça alienígena com a missão de dominar a terra em busca de recursos naturais, os x-morphs, que são bem inspirados nos transformers/decepticons, uma raça robótica com capacidades de alterar sua forma. Uma interessante inversão de posicionamento, visto que em 90% dos jogos com essa temática, você assume o papel dos humanos em busca de defesa contra uma raça extraterrestre. Cada missão é iniciada da mesma forma, uma base sua é instalada em algum país do nosso planeta e você precisa defende-lá enquanto ela se estabelece. O pulo do gato desse jogo, ao contrário de outros tower defenses, é que você controla uma nave pelo mapa e vai ajudando suas torres na defesa da base.

São 14 países para dominar, cada qual com suas peculiaridades e obstáculos únicos. Com uma interessante mecânica de criar barreiras nas vias, você pode forçar os adversários a dar uma volta maior no caminho até sua base, dando mais tempo para destruí-los – mas não é tão simples assim, pois existem naves inimigas que ignoram as estradas e vão direto ao objetivo, que é destruir sua estrutura principal. O jogo divide as missões em ondas/turnos, com um intervalo entre elas para que você melhore suas defesas, crie novas torres e dê upgrades nelas em tempo real!

Construa suas torres e controle sua “navinha”

A sua nave pode entrar num modo “fantasma” em que ela se move mais rápido e não toma dano dos inimigos. Também é o modo no qual você habilita a opção de construir ou melhorar suas torres. Falando nelas, você tem recursos limitados para criação das mesmas, recursos que vão se acumulando conforme você destrói unidades inimigas, depois escolhendo se gasta esse recurso durante a batalha, como um bom RTS, ou se vai aguardar o final da onda para pensar melhor na sua estratégia. Dentre os upgrades, você pode desde simplesmente aumentar o dano ou a cadência de tiros até aumentar o alcance das armas.

Imagem do jogo X-Morph: Defense
Sua nave tem diversas opções de armas e upgrades.

Existe uma grande variedade nas unidades inimigas, desde simples jipes e naves frágeis, que causam pouco dano, até pesados tanques ou enxames de helicópteros. Algumas fases também adicionam chefes mais difíceis de serem abatidos. Ao início de cada missão, você pode fazer melhorias na sua nave, na sua base ou nas suas torres – cada missão sugere quais melhorias seriam mais eficientes para completá-las (mas se você for afobado como eu, vai sair dando upgrades no que não precisava).

Você também pode personalizar e comprar novas armas para sua nave, desde um poderoso raio até um pulso eletromagnético de alcance curto que derruba todas as aeronaves próximas. Até a sua base pode receber melhorias, transformando-a de um simples alvo em uma arma mortal na defesa dos seus interesses.

Visual bacana, ação frenética

O nível de dificuldade é desafiador na medida certa se você jogar no modo Normal, se tornando bem hardcore no Hard. O jogo ainda permite que você altere livremente a dificuldade conforme suas habilidades. Cada fase tem um mini mapa indicando de onde estão vindo as unidades inimigas, facilitando seu deslocamento para interceptá-los antes que cheguem a sua base.

X-Morph: Defense conta com 14 missões principais e também com um modo sobrevivência, onde você revive as missões já finalizadas, mas na intenção de bater seus recordes e sobreviver ao máximo de ondas possíveis. Ainda temos DLCs que acrescentam novas missões, mas elas ainda não estavam habilitadas na versão de Nintendo Switch até a data da publicação deste review.

Imagem do jogo X-Morph: Defense
Cada missão se passa em um país diferente.

O gráfico é realmente bonito, sem quedas de framerate mesmo no hardware limitado que o console híbrido da Nintendo tem. Ele não deixa a desejar visualmente se comparado as versões de PS4, X-Box One e PC, fora que o Nintendo Switch é uma belíssima plataforma para esse tipo de jogo, casual na medida certa.

Um outro fator bem interessante em X-Morph: Defense é que o cenário pode ser destruído em seu favor – derrubar um prédio em cima dos inimigos pode ser uma forma mais fácil de abatê-los do que na base do tiro. O som do jogo traz uma bela imersão, não só pelos barulhos de tiros e explosões, como também pela excelente narração, principalmente na voz do general humano que está buscando te expulsar da Terra.

Uma salada muito bem temperada

Nem tudo são flores nesse jogo e a jogabilidade da nave não é exatamente precisa. Você se move com o analógico da esquerda e mira/atira com o analógico da direita. A mira as vezes se torna um problema, pois parece que ela não tem exatamente todos os eixos e uma movimentação simples para um lado muda o ângulo de tiro em uns 15 graus. As vezes você precisa posicionar melhor sua nave para conseguir acertar um tiro mais preciso.

A troca de armas é fácil de fazer no controle, mas o HUD é um pouco confuso e as vezes você precisa primeiro atirar para identificar qual arma está selecionada. Outro ponto negativo é o fato da versão de Nintendo Switch ter perdido o multiplayer com tela dividida, presente nas outras versões. De fato, uma pena, pois o console da Nintendo já vem de fábrica pronto para o multiplayer com seus 2 joy cons separados, mas infelizmente não se pode ter tudo nessa vida.

Imagem do jogo X-Morph: Defense
Sua base também pode ajudar na defesa com os upgrades certos.

X-Morph: Defense leva em conta o fato da tela do Nintendo Switch ser touch, pelo menos nos menus (amém, que a moda pegue), além de estar com todos os textos, legendas e menus em português. O console da Nintendo é um grande palco para os jogos independentes, com relançamentos de grandes títulos e todos os atuais saindo junto com os consoles mais poderosos.

X-Morph: Defense é uma bela aquisição ao portfólio de jogos da E-Shop, um jogo para quem curte um bom shooter e/ou tower defense, misturando o que existe de melhor em ambos os gêneros numa salada muitíssimo bem estruturada. Se você, assim como eu, curte um desses gêneros, pode acabar se apaixonando pelo outro, e daí é só alegria.

Imagem do texto de RKGK

Review – RKGK / Rakugaki

Marco AntônioMarco Antônio10/06/2024