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Pra variar, eis mais um game adaptado de filme, que por sua vez se baseia em um quadrinho com mais de 20 anos de idade. O filme ficou ótimo para muitos, horrível para outros, mas aceitável e divertido a meu ver. Então, que mal tem experimentar o game? Prometido como um jogo de porradaria, ou Beat ’em Up para os íntimos, o game me chamou a atenção. E lá fui eu socar uns marmanjos.

Watchmen: The End is Nigh acontece 10 anos antes dos eventos da HQ (e do filme), colocando você na pele dos vigilantes mascarados – Coruja e Rorschach. Ambos os personagens são dublados pelos atores originais do filme, Patrick Wilson e Jackie Earle Haley, respectivamente. A história se desenrola em seis capítulos durante o ano de 1972, quando as ruas estavam tomadas pelo crime.

O primeiro capítulo se passa numa prisão, onde você aprende os primeiros golpes e combos da dupla. Eu escolhi jogar com Rorschach, não só por ser um personagem mais intrigante, mas por ter golpes inconvencionais. Ele luta que nem louco varrido, usando o cotovelo ou a própria cabeça como arma.

Watchmen: The End Is Nigh

Nas primeiras hordas de inimigos já dá pra sentir a jogabilidade de cada personagem. Apesar das diferenças entre eles, se tem a impressão de que há algo errado nos combos. Eles funcionam, mas de forma um tanto lenta e irreal. Dá pra sentir isso até mesmo jogando com o Rorschach, que é mais rápido. Eu simplesmente não me senti no controle total das lutas, principalmente quando havia muitos inimigos na tela. Você bate em um e toma bordoada de outro, muitas vezes sendo difícil de esquivar do golpe. A não ser que você fique rolando no chão que nem um tonto, esperando a hora certa de bater. Eu não tive paciência pra isso.

Pelo menos há as finalizações, desferidas com um único botão, que são devastadoras e bem variadas. Há também uma barra de Rage (raiva), que ao encher pode ser disparada para aumentar a velocidade dos golpes do seu personagem. Mas, sinceramente, serve pra quase nada.

Watchmen: The End Is Nigh

Em menos de uma hora você se verá no ciclo enjoativo e repetitivo de pancadaria sem clímax, com inimigos sempre semelhantes e em quantidades excessivas. E é só isso até o final de cada fase. Chefe? Só tem um chamado Underboss, bem chato, no final do game. Outros vilões também aparecem, mas somente em cutscenes. Pra piorar, o game é curto e acaba em menos de cinco horas. Em modo co-op, que só funciona local (não há suporte online), dá pra terminar em menos tempo que isso.

É uma pena. O jogo foi muito bem produzido, possui um belo visual e cutscenes animadas semelhantes às páginas da HQ de Alan Moore, mas enterra a diversão com um sistema de batalha falho, repetição incessante e falta de inspiração. Pra completar, o jogo é o oposto da idéia da HQ, de desconstruir os super heróis mostrando seu lado humano e decadente. Fãs de Watchmen, passem longe deste game!

Imagem de The Thaumaturge

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