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Os Heróis de Trine estão de volta. O novo episódio de uma aventura que começou há 14 anos traz de volta o cavaleiro Pontius, o feiticeiro Amadeus, e a ladra Zoya, que estão juntos pelo poder misterioso do artefato. Trine 5: A Clockwork Conspiracy traz a receita de bolo de sempre da franquia, mas em sua melhor implementação. Ou seja, para os fãs da série, não existe muita novidade, mas certamente irão se divertir.

O novo título da franquia chega quatro anos após o bem recebido Trine 4, e segue um caminho muito similar, em vários aspectos. O mais notável são os gráficos. Esse elemento já havia mostrado grande evolução em relação ao terceiro título, mas em Trine 5 foi elevado a um nível ainda maior, algo que fica bastante evidente durante as várias cutscenes do jogo.

Trama conspiratória

Como o subtítulo de Trine 5 sugere, existe uma conspiração (mecânica), uma trama no novo jogo, e ela é contra os Heróis de Trine. Os vilões do game, que são muito carismáticos, enganam os protagonistas, forjando uma espécie de homenagem por seu empenho como heróis do reino durante todos esses anos. Mas, no fim das contas, era uma emboscada. O trio é pego, preso e aí o jogo começa para valer.

Trine 5: A Clockwork Conspiracy review
Sim, Trine 5 é bem bonito

A história é bem simples, bobinha, eu diria, mas ela tem coração, e você acaba se envolvendo. O desenrolar acontece com o progresso do jogo, nada novo aí, e você descobre mais ao explorar bem as fases e encontrar cartas sobre o mundo do game. Como já acontecia nos outros jogos, os heróis conversam quase o tempo todo, e eles comentam sobre os acontecimentos mais recentes da história, além de pegarem no pé um do outro.

A trama tem um momento que até me pegou desprevenido, e nessa hora dá para ver o “coração” que mencionei. A conspiração da vilã tem a ver com algo querido para um deles, e é até emocionante ver esse personagem reagindo a isso. Além disso, o humor ainda permanece, algo bastante presente em Trine 5 e que até rende algumas risadas.

Gameplay reciclado que funciona

Se você jogou Trine 4, o gameplay do novo jogo é praticamente o mesmo, com algumas novidades que o título trouxe (pelo menos, né?). Caso não tenha jogado, funciona assim: cada personagem tem suas habilidades e gameplay distintos. Pontius é o tradicional cavaleiro, ele foi feito para descer a porrada. Zoya tem um gancho que a permite chegar em cantos que os outros não conseguem, além de seu arco e flecha, agora com elementos. E Amadeus consegue conjurar objetos, como uma bola, um quadrado e uma tábua de ferro.

Trine 5: A Clockwork Conspiracy review
Espinhos vencidos graças ao Sonic rosa

É possível alterar entre eles a qualquer momento, cada um tem sua própria barra de vida, mas a quantidade de vida é coletiva. Portanto se um morre, os outros também perdem essa vida. Existem momentos que um deles fica mais em evidência, mas na maior parte do tempo, é necessário alterar entre eles e usar suas habilidades únicas para passar pelos desafios.

A franquia Trine se resume a momentos de plataforma, alguns combates e muitos quebra-cabeças. Trine 5 não é diferente, e por ser o maior título, é o que mais apresenta tudo isso. A física do jogo é precisa, e isso é um elemento que precisa funcionar bem, já que é necessário mover objetos e saltar o tempo todo. A física buga de vez em quando, mas depende muito da “forçação” de barra que você está tentando fazer para desesperadamente passar por aquele puzzle.

Trine 5 é difícil e criativo

Falando nisso, o novo jogo é, certamente, o mais desafiador quando falamos sobre a resolução de quebra-cabeças. Por muitas vezes, eu fiquei parado pensando “e agora, o que eu faço aqui?”. Haja criatividade! Parabéns, devs! É sério, é cada combinação maluca de elementos que o fazem pensar em todas as habilidades disponíveis para, então, também combiná-las e avançar.

Trine 5: A Clockwork Conspiracy review
Prepare-se para fritar seu cérebro

Cada personagem conta com sua própria árvore de habilidades, como já acontece nos outros jogos, e a experiência é compartilhada entre eles através dos potes adquiridos pelas fases (muitos deles estão escondidos), e isso também não é novidade. E, dessa vez, cada herói tem ainda mais habilidades. Em determinados momentos, eles se separam e você fica no controle de somente um personagem.

Nesse momento, é preciso passar pelos desafios feitos para as habilidades daquele personagem em questão para, então, chegar na recompensa, que é uma nova habilidade. No fim, a capacidade de Amadeus em conseguir conjurar seis objetos, grudá-los e travá-los para que não se mexam, era meu favorito e sempre me salvava.

O game conta com cinco atos e muitas fases diferentes, que vão desde campos abertos, castelos, cavernas, bases subaquáticas, bosques e essa lista vai longe. Todos os ambientes são muito bonitos, dignos de serem apreciados por um tempinho. O jogo é bem otimizado, diferente do quarto título que dá umas engasgadas aqui. Mas, durante toda minha experiência, tive que assistir boa parte das cutscenes com bugs na iluminação, com raios de luz piscando com certa frequência, infelizmente. Fora isso, toda a experiência foi bastante fluída.

Trine 5: A Clockwork Conspiracy review
Trine 5 também tem batalhas criativas contra chefes

Trine 5 diverte bastante. Sua história é envolvente, o gameplay, em geral, é praticamente o mesmo de sempre, mas em sua melhor forma, os puzzles são ainda mais desafiadores, a trilha sonora é belíssima, também no mesmo estilo dos demais títulos, mas o jogo não inova. E não falo nem em inovação em relação ao que o mercado tem, mas sobre a própria franquia.

Para mim, é o melhor título Trine de todos, mas fica difícil imaginar o que a Frozenbyte, estúdio do jogo, planeja pela frente. Eu acredito que os fãs esperam que não seja algo “novo” como foi em Trine 3. De qualquer forma, Trine 5 tem um ótimo preço no PC, plataforma que testei, e recomendo fortemente, especialmente por sua duração que para mim, foi de 17 horas, grande parte somente nos puzzles.

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