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A franquia Tomb Raider tem um peso muito grande na história dos games e, apesar da saga de Lara Croft estar em uma fase um pouco apagada atualmente, não dá para ignorar o tremendo sucesso que essa mulher fez na década de 1990. Por esse motivo, Tomb Raider I-III Remastered Starring Lara Croft foi uma surpresa muito bem-vinda, já que é a oportunidade perfeita para revisitarmos a trilogia que deu origem à personagem em sua melhor forma.

Desenvolvido pela Aspyr (mesmo estúdio responsável por alguns remasters de jogos antigos de Star Wars), esta versão traz um upgrade visual bem robusto na trilogia do PS1, além de uma jogabilidade adaptada para moldes modernos, três expansões inclusas e um Modo Foto bacanudo para quem gosta de tirar screenshots. É o tipo de pacote que não recusamos, seja você um fã de longa data ou um novato que deseja conhecer melhor o passado da grande Lara Croft.

Moça bonita, moça formosa

A primeira coisa que deve ser destacada nesta coletânea é o upgrade gráfico, que mesmo não buscando uma potência próxima da atual geração de consoles, consegue ser absurdo. O visual está mais próximo dos Tomb Raider lançados na geração PS2, com belíssimas texturas em HD, efeitos de iluminação e objetos que finalmente possuem algum formato bem definido (deixando de lado aquele monte de polígonos indecifráveis dos antigos). A melhor parte é que tudo isso está rodando em 60 fps constantes, inclusive no Nintendo Switch.

Contudo, a Aspyr ainda se atentou em contemplar os jogadores que se sentirem nostálgicos. Com o simples apertar de um botão, podemos alternar todo o estilo gráfico do jogo, trocando entre a versão remasterizada e o visual antigo. É claro que não é algo 100% fiel ao original, considerando que as texturas continuam em alta definição e que o jogo foi adaptado para widescreen, mas ainda é um recurso muito legal e que com certeza vai tomar bastante tempo de quem joga. Perdi a conta de quantas vezes fiquei alternando os gráficos só pra ver a evolução em cada mapa.

Jogar a trilogia clássica com esse visual repaginado deu outra cara para o jogo e, por mais que a versão remasterizada tenha suas falhas, não dá para desmerecer o resultado final. Alguns dos pontos negativos incluem a nova iluminação, que mesmo enriquecendo a estética de cada mapa, ainda prejudica um pouco a visibilidade em ambientes fechados. Em alguns trechos, precisei alternar para os gráficos antigos para conseguir enxergar o que estava acontecendo.

É bem notável que algumas texturas não receberam tanta atenção ou cuidado como outras, principalmente em paredes de ambientes externos. Algumas montanhas são simplesmente uma superfície lisa com uma imagem de pedras em HD, parecendo aqueles MODs de texturas em alta definição feitos por fãs. Também não foram criadas novas animações ao interagir com certos pontos do cenário, o que acaba prejudicando um pouco da imersão; um exemplo: ao cair na areia movediça, parece que Lara atravessou um buraco vazio, porque ela passa direto pela lama, sem reagir. São apenas detalhes, mas quanto mais bonito o jogo, mais falta eles fazem.

Os antigos CGs das cutscenes foram mantidos e até eles podem sofrer a alteração do novo para o velho, mas aqui não muda muito. Assim como todo CG antigo remasterizado, o visual está bem datado – mas tem seu charme.

Revisitando o passado

Se você não está familiarizado com o formato dos Tomb Raider antigos, é preciso ter em mente que não se trata de um Uncharted ou até mesmo chega perto de um título mais recente da franquia. Esses jogos tinham bem menos ação, com apenas um tiroteio aqui e ali (quase sempre contra animais); o foco se concentrava mais em exploração e desafios de plataforma, elementos que eram bem mais populares em sua época.

Os jogos originais seguiam o velho padrão dos controles de tanque, o que é bem difícil de engolir nos dias de hoje (até para quem viveu essa época). Felizmente, também foi adicionado um padrão totalmente moderno para os controles, permitindo controlar Lara livremente pelo analógico e melhorando um pouco a disposição dos botões, deixando mais próximo do formato que a maioria dos jogos utiliza atualmente. A boa notícia é que tudo isso é opcional, então os saudosistas ainda podem jogar com o esquema antigo.

Apesar de terem se atentado aos controles, na minha opinião a Aspyr esqueceu de um detalhezinho que faz toda a diferença: salvamentos automáticos. Acho que, hoje em dia, esse é um recurso básico para qualquer tipo de jogo e, justamente por isso, é comum que a gente esqueça de ficar salvando o progresso o tempo inteiro. Tomb Raider I-III Remastered Starring Lara Croft continua seguindo o padrão antigo e, caso você se esqueça de salvar, pode perder muito progresso se acabar morrendo. É extremamente frustrante e, considerando que são jogos bem antigos, não custava nada facilitar um pouco mais.

Tomb Raider I-III Remastered Starring Lara Croft é uma excelente coletânea que faz jus ao material original e honra o passado da franquia. São três jogos completos, totalmente melhorados e com expansões inclusas, então tem conteúdo de sobra para qualquer um se tornar fã da Larinha. Encerro este review com uma dica: ao explorar a Mansão Croft, não se esqueça de prender o mordomo no congelador – dessa vez, terá uma surpresinha!

80 %


Prós:

🔺 Grande upgrade visual, com texturas em HD e efeitos de iluminação
🔺 Podemos trocar entre os gráficos antigos e atualizados com o apertar de um botão
🔺 Roda em 60 fps constantes
🔺 Permite jogar com controles mais modernos e atualizados
🔺 Pacotão com três jogos e três expansões inclusas

Contras:

🔻 Algumas texturas não possuem muito capricho
🔻 Os novos gráficos podem deixar alguns ambientes internos muito escuros
🔻 Não tem salvamento automático

Ficha Técnica:

Lançamento: 14/02/2024
Desenvolvedora: Aspyr, Crystal Dynamics
Distribuidora: Aspyr
Plataformas: PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Switch, PC
Testado no: Switch

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