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Está entediado, está sem saco para completar aquela quest maligna naquele jogo AAA plus, está chateado e com raiva da vida? Seus problemas acabaram! Comece a jogar Throw Anything e em poucos minutos suas frustações estarão equalizadas. O objetivo do jogo é simples: impeça que hordas de zumbis escalem seu prédio e invadam seu apartamento. Porém, o detalhe principal do jogo é que você poderá jogar tudo à sua volta para que os zumbis não te peguem, inclusive humanos!!!

Throw Anything tem uma inspiração nítida em Job Simulator, onde seus gráficos e algumas máquinas utilizáveis durante o jogo são muito parecidas, o que torna a jogatina bem amigável. Seus gráficos estilo cartoon “meio-que-inacabado” combinam com a proposta do jogo casual e dão um ar de sátira ao game, sendo o jogador surpreendido por objetos bem familiares ao seu dia a dia de gamer e geek onde, no mínimo, sairá uma boa risada. Afinal, estar tacando tudo lá embaixo na cabeça dos Zombies e de repente poder pegar um Nintendo Switch para jogar fora, é impagável.

Preço salgado, mas válido!

Throw Anything ainda está no early access do Steam e tem muito ainda que evoluir, com espaço para tal. Seu preço no momento está um pouco salgado, mas pelo potencial, pode valer para os gamers mais ansiosos. O game tem um carregamento rápido e movimentação bem fluida com o tracking funcionando muito bem. O pessoal da Visual Light fez um ótimo trabalho no quesito jogabilidade pois o “Keep it Simple, Stupid”, lema entre designers/devs para que se mantenha tudo o mais simples possível, foi levado à risca e deram um ar de sucesso claro ao game. Jogar coisas para fora não poderia ser complexo, então para que ficasse mais rebuscado, criaram formas de modificar os objetos dentro do cômodo para que ganhassem upgrades e ficassem mais pesados ou resistentes e, com isso, derrubassem mais inimigos.

Temos 5 fases no total e em cada uma teremos tipos de hordas diferentes e um big boss no final. Cada uma consiste em um tipo de cômodo diferente, como um escritório, cozinha ou quarto e, com isso, temos objetos para jogar que são condizentes ao ambiente da fase em questão. A imaginação é o limite para esse game e a Visual Light está com um tremendo jogo em mãos que deve ser polido com carinho.

imagem do jogo Throw Anything
– Adeus mundo cruel…

A imersão é bem básica, mas o efeito principal que seria olhar para baixo através da janela e sentir que esta realmente no alto é perfeitamente sentido. Por vezes você ficará desviando e olhando para baixo achando inclusive que irá cair. Mais um ponto para os desenvolvedores que, apesar de ser um quesito básico para todo jogo VR, nem todos conseguem dar essa experiencia real, colocando seu cérebro em parafusos.

Uma das coisas mais divertidas do jogo são as transformações dos objetos e quebrar o seu ambiente para que assim tenhamos armas para lutar contra as hordas. Podemos usar uma copiadora e copiar algum objeto, criando duas armas potentes. Temos uma máquina que produz objetos aleatórios onde podem sair action figures de zumbis ou até mesmo uma bomba poderosa. Geladeiras que congelam alimentos e os deixam mais pesados causando mais danos. Acender coquetéis molotovs no fogão e até mesmo abrir um cofre e jogar barras de ouro e sacos de dinheiro pesado é possível. Joga-se quadros, parte de moveis, videogames, colchões etc… Tudo vai pela janela.

Bolas de boliche como penas de passarinho

O maior defeito do game que percebi até o momento, é a física dos objetos em relação a seu peso. Jogar um livro dá a mesma sensação de jogar uma bola de boliche ou uma mesa inteira. Acredito que a física do jogo poderia ser melhorada e a sensação de peso melhor implementada, não só na forma de pegar os objetos como também na forma com que caem em cima dos Zombies. Apesar da parte gráfica estar bem evoluída e condizente com o tipo de jogo, os sons são bem irritantes e simples demais, principalmente os humanos que ficam dentro do quarto com você e  todos objetos que pegamos ficam falando “NO, NO, NO”. Isso irrita demais e você acaba jogando eles pela janela logo para pararem de encher a paciência. Eles inclusive dão pontos no final das fases caso consiga ficar com eles vivo. Talvez esse seja o teste: aguentar a chatice deles até o fim.

Oi Tio, vim papar você

Outra feature estilo Job Simulator é o robô que, de tempos em tempos, aparece tocando a campainha e traz umas caixas de correio com itens a serem utilizados. Usar um Sabre de Luz do Star Wars ou um taco de baseball é sensacional, porém não fique triste se dentro da caixa de entrega vier, por exemplo, um lindo sapato feminino…. Se ficar chateado e com raiva, pegue o robô e jogue ele também!!!

Como todo wave game VR que se preze, as coisas chegam num momento que ficam repetitivas e, para tentar sair desse marasmo, aparecem aves, zumbis mais fortes e os chefes, mas ainda assim o jogo continua bem limitado. Por isso ele é um game casual e para jogar em família pois gerará muitas risadas. Com uma quantidade quase infinita de coisas para serem jogadas e criadas, Throw Anything promete ser um jogaço para uma noite cinzenta ou um domingo em família e vale a pena ter em seu arsenal de jogos VR. Com poucos bugs e com pequenos detalhes técnicos a serem melhorados a Visual Light deu um excelente passo para uma possível inovação dentro de um wave game.

Imagem do texto de RKGK

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