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Teslagrad chegou no auge dos jogos indies, no final de 2013, e logo ganhou espaço entre os fãs de títulos metroidvania. Dez anos depois do seu lançamento original, a desenvolvedora norueguesa, Rain Games, surpreende o público com a chegada de uma versão remasterizada.

Resgatando um dos melhores e mais cativantes títulos do gênero, o lançamento surpresa de Teslagrad Remastered chocou a todos nós ao retornar com seu magnetismo para atrair (desculpem a chuva de trocadilhos) uma nova geração e preparar terreno para a continuação recém lançada.

O sci-fi e steampunk de mãos dadas

Após o sucesso de Braid, em 2008, as lojas para PC e da geração do Wii U, PS3 e Xbox, foram abarrotadas por jogos indies com o passar dos anos, para todos os gostos e de diversas qualidades. Teslagrad chegou na virada da geração e com grande apelo aos produtores independentes, trazendo um estilo carismático e uma proposta de gameplay diferente do que estávamos acostumado.

Teslagrad Remastered
Nosso herói (quase todo equipado) na misteriosa Torre dos Telemancers

Uma década depois, Teslagrad Remastered chega aos consoles da nova geração, reiterando que ainda possui fôlego para agradar grande parte do público, oferecendo uma experiência desafiadora, visual belíssimo e com uma história interessante o suficiente para rivalizar com grandes lançamentos.

Acompanhamos as aventuras de um jovem órfão que, por conta do cerco ao Reino de Elektropia, foge da ameaça do rei tirano que governa seu povo com mãos de ferro, correndo para a Torre Tesla, antigo larde uma seita de magos tecnológicos conhecidos como Teslamancers.

Dentro deste misterioso e perigoso ambiente esquecido, precisaremos sobreviver aos quebra-cabeças e utilizar as ferramentas que encontrarmos pelo caminho, para chegarmos ao topo da torre e encontrarmos maneiras de utilizarmos a arte da Teslamancia para derrotar o rei tirano.

Teslagrad Remastered
Muitos quebra-cabeças e 36 baterias (ou pergaminhos) para coletar

Com diversas referências à cultura escandinava, fazendo alusões à ameaça nazista nas invasões da Dinamarca e Noruega, além de elementos visuais e narrativos que bebem diretamente do estilo Steampunk, Teslagrad Remastered manteve sua proposta original de contar sua história através dos ambientes, cenas animadas e interação com o mundinho que descobrimos pouco a pouco, pontuando o clima e sentimento em torno dessa jornada.

O mais legal da construção narrativa, toda construída através de desenhos e com uma arte belíssima feita à mão pelos artistas e desenvolvedores, é perceber que trata-se de um metroidvania tradicional. Todos os cenários possuem um mínimo de desafio e você será obrigado a trabalhar seu raciocínio lógico para ultrapassar os obstáculos propostos, com um fator de exploração muito grande após a descoberta de novas ferramentas e que permitirão habilidades diferentes para alcançarmos locais até então intransponíveis.

Os opostos continuam se atraindo

Trabalhando numa mecânica muito simples, de atração e repulsão indicadas pelas cores azul e vermelha, nosso protagonista utilizará uma luva, além de alguns complementos e melhorias, para grudar, flutuar, deslizar, puxar e empurrar o que estiver em seu caminho.

Teslagrad Remastered
Oleg continua sendo a melhor batalha contra chefão, até melhor que o último boss

A versão remasterizada conseguiu trabalhar muito bem as melhorias para uma jogabilidade fluida e menos punitiva na obrigatoriedade em realizarmos movimentos precisos. Pular em pontos exatos ou a necessidade em usar o cenário está menos “detalhista”, melhorando os diversos momentos de frustração que o jogo possuia.

Agora ficou mais rápido ultrapassar diversos obstáculos, principalmente em grandes cenários, sem se preocupar muito na precisão do seu pulo ou em como o magnetismo vai agir, com um hitbox mais “coringa” para que os seus movimentos sejam contínuos e o jogo ainda mais prazeroso de ser jogado.

Na minha percepção, algumas salas foram simplificadas para evitar que uma sequência exagerada de mudanças na polarização ou até mesmo uma cadeia de movimentos sequenciais com seu campo de força, dash e raios, que você conquistará como poderes ao longo do jogo, para facilitar um pouco a vida do jogador.

Teslagrad Remastered
Novas fases com diversos desafios diferentes para a versão remasterizada

Infelizmente o jogo é curto, durante apenas cinco horinhas de diversão e podendo chegar até umas sete horas, caso você queira coletar todas as 36 baterias escondidas no jogo. Na questão de dificuldade, o jogo possui uma curva de aprendizado bem satisfatória, oferecendo boas sequências de ação mais frenéticas e chefões que exigem apenas o entendimento das mecânicas.

A versão remasterizada não trouxe nenhum novo modo de jogo ou desafio, além de novas fases ao longo da exploração pela torre, sem pensar em incluir novos chefões, já que temos apenas cinco deles, reservando somente ao Oleg (chefe da guarda local) e o Rei, como reais desafios que exigem mais habilidade e destreza.

Mesmo com potencial desperdiçado por não trazer muitas novidades, Teslagrad Remastered escancara o belíssimo estilo artístico e trabalho da direção de arte, complementando com uma nova versão para a trilha sonora, que mescla orquestra, coral e muito metal batendo, num mix com música eletrônica. Com certeza continua sendo uma excelente opção para quem busca um bom metroidvania.

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