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Street Fighter: 30th Anniversary Collection é um ícone que nos leva à época onde videogame era no bar do Zé. Veio como um boom na década de 90, fazendo filas e mais filas nas máquinas onde todos se deliciavam com os incríveis gráficos, servindo de inspiração para muitos jogos até hoje. Falar sobre Street Fighter nos traz a lembrança da evolução dos videogames e dos jogos de luta. Quem estava vivo ou estuda um pouco sobre games vai reconhecer e relembrar títulos como Pit Fighter, King of Fighters, Virtua Fighter, entre outros, mas nenhum chegou à dimensão de Street Fighter.

Por falar em tantos Fighters, nesta coletânea fomos brindados também com o título número 1 de Street Fighter, lançado em 1987 – ruim de doer, mas serve como curiosidade para quem quer reviver a época dos fliperamas. No pacote também estão inclusos Street Fighter II, Street Fighter II: Champion Edition, Street Fighter II: Hyper Fighting, Super Street Fighter II, Super Street Fighter II: Turbo, Street Fighter Alpha 1 2 & 3, Street Fighter III, Street Fighter III: 2nd Impact e Street Fighter III: Third Strike.

Um adendo para quem for comprar: a Capcom prometeu uma cópia gratuita de Ultra Street Fighter IV, porém entregam no pacote o jogo Super Street Fighter IV: Arcade Edition. Com tantos nomes parecidos, deve ter sido culpa do estagiário. Uma bola fora da Capcom.

Décadas de história dentro dos games

O jogo traz uma coletânea de painéis em português como se fosse um museu da história de Street Fighter, falando dos personagens e evoluções, o que deixa o pacote mais nostálgico ainda e perfeito para que os mais novos entendam tudo que foi construído ao longo dos anos, assim como tudo que representa o game.

Cadê minha cabeça?

Apesar de quase todos os jogos serem muito parecidos, temos as nuances da evolução da série tanto nos gráficos como nos personagens e seus combos. A fluidez e mecânica dos comandos são bem diferentes entre eles e, para quem for jogar no controle do Xbox ou em um controle típico de fliperama, sentirá bastante diferença entre os jogos. É possível jogar com o controle analógico ou o D-pad – particularmente acho quase impossível jogar bem nesse modo, mas está lá para quem quiser tentar a sorte. Como a diferença de jogabilidade é muito distinta entre as versões da coletânea, fica difícil analisar friamente já que isso também é muito subjetivo. Eu sou fã nº 1 do Super Street Fighter II e fiquei basicamente jogando apenas ele, e coincidentemente esta versão é a mais famosa e explodiu com o lançamento do Super Nintendo na época.

Uma das novidades de Street Fighter: 30th Anniversary Collection é o modo online, porém apenas disponível nas versões SFII Hyper Fighting, SFII Super Turbo, SFA3 e 3rd Strike. Durante as partidas online, achei o modo match simples e sem lag. Devido ao jogo ser recém lançado e poucas pessoas estarem jogando, encontrei alguma dificuldade em achar oponentes, mas acredito que logo isso será ajustado. Temos jogos com ranking e jogos apenas para treino e diversão durante o match. O modo treinamento é algo único na história de games desse porte, já que apertar os botões com raiva parece ser a tática perfeita para destruir seu oponente… só que não, já que os comandos e timing para realizar combos demanda muito tempo e treinamento. Na época dos games, não tínhamos internet nem outra maneira de consultar qual era a ordem de comandos que deveríamos fazer para lançar determinado movimento ou magia. A Capcom pensando em você, mais jovem, deu de lambuja todos os comando descritos para que treine, decore e coloque em prática tudo contra seus oponentes.

Os gráficos de Street Fighter: 30th Anniversary Collection, vistos em uma televisão OLED 4k, ficaram um tanto esquisitos e pixelados. Devido a limitações gráficas, ficamos o tempo inteiro com a tela recortada com tarjas horizontais e verticais, tendo como opção esticar a tela ou dar zoom, mas ainda sendo impossível um full screen adequado. Não levei isso muito em consideração, visto o tanto de história e tempo que esse jogo traz nas costas.

Vamos ler um livro esperando…

Mais que falar do game em si, é impossível não comentar sobre Ryu e Ken e os seus golpes hadouken, shoryuken ou tatsumaki senpuu kyaku. Nos 30 anos que venho dando Hadouken e Shouryuken nas pessoas, meu filho sempre solta um hadouken misturado com um Kame Hame Ha (Salve Goku!!!). São sons misturados às imagens que tornaram a mágica do Street Fighter em lenda. Sons claros e bem adaptados a cada personagem, criando uma individualização pouco vista até hoje em games e que sobrevive há mais de 30 anos. O choque do Blanka, o temível M. Bison e outros personagens são todos bem caracterizados.

Que venham mais 30 anos

O grande ponto positivo de Street Fighter: 30th Anniversary Collection é a preservação de sua originalidade, onde se percebe claramente a dificuldade e diferença na jogabilidade de cada versão, inclusive as diferenças individuais de um mesmo personagem em versões diferentes. Muda-se a fluidez, a forma de jogar e movimentar, além do timing dos golpes. Simplesmente perfeito!

Street Fighter: 30th Anniversary Collection permite mostrar a todos como era feito um jogo de verdade, mantendo sua essência durante décadas de aprimoramento. É uma oportunidade única de poder reunir amigos e retornar ao beabá dos jogos de luta, onde os poucos golpes existentes tem que ser dados no momento correto, com um certo grau de tática e em um nível de dificuldade mais avançado. Pra fechar com chave de ouro, a adição dos modos online e treino foi uma grande contribuição aos jogadores mais novos e para quem nunca aprendeu a jogar direito. Hadouken!!!!

Imagem do texto de RKGK

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