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Antes de começar essa review, acho que é importante esclarecer alguns pontos. Primeiramente, SKALD: Against the Black Priory é um jogo fortemente inspirado por CRPGs bem antigos, como Ultima e, claro, Tibia. Esses são muito aclamados pelos fãs do gênero. Agora, sabendo disso, eu particularmente nunca joguei nenhum dos dois títulos citados anteriormente e que servem de inspiração por aqui. Minha experiência com CRPGs se resume à franquia Divinity, Wasteland e um pouco dos Fallouts clássicos. CRPGs sempre me chamaram a atenção, mas eu nunca tive tempo e nem paciência para jogá-los. 

Entretanto, quando SKALD: Against the Black Priory me foi oferecido, eu olhei o combate tático e pensei: “por que não tentar?”. Claro, eu geralmente escrevo sobre jogos de gerenciamento e estratégia, então CRPGs com combates táticos teoricamente não estão muito longe da minha “área de expertise”. Assim, mesmo sem um background forte no gênero, eu decidi me aventurar, e devo dizer que essa foi uma experiência e tanto. Portanto, o review a seguir é na perspectiva de alguém sem muita bagagem no gênero, mas que tentou apreciar cada segundo jogado.

SKALD

Um banho de nostalgia!

O que mais chama a atenção em SKALD: Against the Black Priory é o seu estilo retrô. Como dito logo no começo do texto, trata-se de um jogo fortemente inspirado pela franquia Ultima, e esse é o seu grande chamariz. Contudo, para quem não jogou esses CRPGs antigos, esse estilo pode assustar, visto que é de se imaginar que a curva de aprendizado e a dificuldade sejam elevadas, ou que existam limitações referentes à acessibilidade. Isso foi o que se passou pela minha cabeça, mas eu decidi ignorar esse pensamento e preferi testar se isso se aplica.

Devo dizer que minha preocupação, apesar de não ter sido um problema, estava parcialmente correta. O estilo retrô do jogo tem o seu charme, já que a ambientação do jogo cria toda uma imersão única. Para muitos, a combinação de música 8 bits, ilustrações em estilo pixelizado e todo gráfico antigo criam um sentimento de nostalgia. Para outros que, como eu, não entendem esse sentimento, nota-se que tudo foi feito com muito carinho, e não é difícil de imaginar o motivo pelo qual esses jogos tinham toda uma mística no passado.

O estilo retrô, porém, vem com algumas limitações. Enquanto CRPGs mais modernos como Divinity e Wasteland possuem interfaces de combate intuitivas, todo combate em SKALD: Against the Black Priory é limitado. O jogo poderia se beneficiar de algumas atualizações de qualidade de vida, como conseguir selecionar melhor os alvos nos duelos e conseguir ver melhor a vida dos inimigos. Além disso, quando você sobe um nível e clicka na tela de habilidades, você simplesmente fica preso nela, não podendo voltar ou olhar outras abas antes de selecionar as habilidades que serão evoluídas. Acho que nenhuma nostalgia ou apelo ao passado serve de desculpa para essa irritação desnecessária.

RPG lovecraftiano

Além do apelo à nostalgia, SKALD: Against the Black Priory se destaca no enredo. A história possui elementos lovecraftianos, se diferenciando um pouco do tema padrão da alta fantasia medieval. Trata-se de uma trama que envolve a busca por um personagem desaparecido e, também, dos mistérios que rondam a ilha de Idra. Com diversos acontecimentos que criam um clima de tensão, esse é um dos pontos fortes do jogo.

Skald

O combate, por sua vez, segue o modelo de turnos. Não há muita diferença dele para os CRPGs do mercado, mas tudo flui muito bem. Apesar das poucas classes, cada uma delas pode ser jogada de mais de um jeito diferente. Há várias maneiras de otimizar a sua party para obter o máximo de sinergia entre os personagens. Não há nenhuma mecânica inovadora – até por causa das limitações que o próprio jogo impõe –, mas espere por um combate honesto e funcional, sem reinventar a roda. 

SKALD: Against the Black Priory é uma carta de amor aos CRPGs clássicos. Com uma trama intrigante, uma ambientação nostálgica e mecânicas funcionais, esse é um jogo que irá agradar aqueles que buscam uma experiência que remete aos RPGs clássicos. Se você não teve experiência com esses jogos, esse título ainda pode ser uma opção interessante caso você não se importe com as limitações gráficas.

85 %


Prós:

🔺 Ambientação
🔺 História intrigante
🔺 Estilo retrô

Contras:

🔻 Interface poderia ser mais polida
🔻 Alguns problemas de performance (em um jogo que, supostamente, deveria rodar em qualquer torradeira)

Ficha Técnica:

Lançamento: 30/05/2024
Desenvolvedora: High North Studios AS
Distribuidora: Raw Fury
Plataformas: PC

Imagem do texto de RKGK

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