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Podemos traduzir a Rogue Snail e o jogo Relic Hunters em dois nomes de grande peso para o mercado de games no Brasil. A desenvolvedora segue a todo gás com sua coleção de conquistas nos últimos anos. Chroma Squad e Knights of Pen & Paper foram muito bem recebidos pelo público mundial, enquanto o RHZ saiu gratuito para PC e arrebatou diversas críticas positivas, um financiamento de sucesso para uma sequência e não parou por aí.

O próprio criador da franquia, Marcos Venturelli, afirmou que o título chegar numa versão remixada ao Nintendo Switch é um sonho de infância se tornando realidade. E vamos combinar, nós estamos aos poucos conquistando nosso espaço pelo mundo graças aos esforços deles e de mais desenvolvedores comprometidos a levar a nossa qualidade ao globo. Quem imaginaria jogar no híbrido da Big N games como Horizon Chase e Sky Racket por exemplo? E hoje é a vez deles pisarem nesse território e vieram com os dois pés na porta.

Uma odisseia no espaço

Para quem não conhece o Relic Hunters Zero original, ele traz a aventura dos tripulantes da Spaceheart. Os heróis que dão nome ao jogo tentam impedir o maléfico Duke Ducan de pegar os artefatos do asteroide Nemesis e fortalecer o seu exército particular de patos. Você poderá utilizar até sete personagens diferentes para cumprir sua missão, sendo dois já liberados de cara e os demais sendo desbloqueados conforme avança.

Missão simples, plano já formado, a tarefa só precisa ser cumprida, certo? Vish, passa muito longe disso. É aí que entra toda a graça do jogo. Com toda a ação vista de cima, você avança em fases onde explora o lugar em busca de uma saída enquanto atira nas hordas de inimigos que surgem em seu caminho. São vários tipos diferentes de oponentes, com fraquezas e distintas abordagens. Porém, com o mesmo objetivo: te eliminar.

Imagem do review de Relic Hunters Zero: Remix
A missão é simples, completar que se torna complicado.

Confesso que comecei a jogar achando ele tanto graficamente quanto em sua performance normais. Afinal de contas, mesmo sendo lançado agora para o Switch, o jogo existe desde 2015. Mas caí no erro de achar que isso era tudo que ele oferecia. Começando a citar pelo fato de encontrar certos monstros encarcerados, quais a primeira vez que destruí sua jaula pularam para devorar meus inimigos. Confesso que dei risada e pensei “finalmente um apoio por aqui, que ótimo!” e fui em frente. Grande engano. Após aniquilar os oponentes, eles vieram com toda a feracidade para cima de mim.

Nesse momento eu descobri todo o charme do que estava encarando e me deixei absorver pelas suas nuances. As moscas que só podem ser atingidas quando pousam e seus tiros são rastreadores. Os diferentes tipos de munição que cada esquadrão carrega, podendo te pegar desprevenido várias vezes. O jeito canalha e hilário de Gunnar, que me cativou prometendo ajuda na fase seguinte e caiu fora, falando que não especificou o quão seguinte viria em meu apoio. Pior foi ele afirmando que estava torcendo por mim e sabia que poderia me virar sozinho.

Imagem do review de Relic Hunters Zero: Remix
Gunnar é um canalha, mas diverte bastante.

São coisas pequenas, num jogo indie, que trazem todo o charme para a atmosfera que estamos inseridos. A partir disso, só aproveitei a viagem e me joguei no universo de Relic Hunters Zero: Remix. Nunca tinha jogado a versão que saiu na Steam, mas me arrependi profundamente de não ter feito isso antes. Além disso, na remasterização temos a adição de novos modos para implementar ainda mais a gameplay.

Relic Hunters, de zero não tem nada

No Modo Aventura, você terá o jogo comum com suas 12 fases, repletas de inimigos e chefões atrás de Duke Ducan. Já no Sem Fim, são vários desafios que contam com mecânicas únicas para você sofrer um pouco mais com as hordas. E o meu favorito, Tempestade, que vai aumentando a dificuldade conforme avança. Tem também o Jogar Diária, que trará trechos todo dia com direito a todos enfrentando um estágio randomizado.

Imagem do review de Relic Hunters Zero: Remix
O modo Sem Fim só desbloqueia após finalizar a Aventura.

O título também oferece um sistema interno de Conquistas, uma variedade grande de armas e relíquias a serem localizadas nas fases. Tudo isso rodando de forma limpa e sem travar no Nintendo Switch, tanto no modo portátil quanto na dock. Eu me surpreendi bastante com o desempenho, já me deparando com glitches, bugs e travamentos por muito menos com títulos AAA.

Apesar de tudo parecer lindo e maravilhoso, algumas coisas me incomodaram na gameplay e eu acredito que atualizações futuras podem resolver essas questões. A primeira delas é a mira do personagem. Com o Pro Controller foi tudo numa boa, mas no Joy-Con eu senti muito mais dificuldade para ajustá-la de uma forma decente no meio de toda a confusão. Sendo sincero, gostaria de ver um ajuste na sensibilidade dela, ajudaria demais durante os conflitos. Isso no PC não causa distúrbios, já que o mouse faz todo o trabalho, porém no Switch a história virou outra.

Imagem do review de Relic Hunters Zero: Remix
A mira apresenta problemas enquanto usado o Joy-Con.

Outro fator, ainda em comparação entre o uso do Pro Controller com os Joy-Cons, o modo vibrar com eles acoplados na tela torna a experiência bem sinistra. Essa opção é removível logo no Menu Inicial, o que já facilitou a vida das pessoas. Mas alguém que foi despreparado como eu direto para a ação, também tomará um susto quando o sensor atrapalhar sua mira que estava ficando quase certa. Obviamente não considero uma falha, já que é removível, mas serve mais para um alerta aos jogadores.

Mesmo com o que citei, Relic Hunters Zero: Remix é prazeroso demais de jogar e te deixará animado para continuar passando de fase. É um daqueles jogos BR que servem como um pequeno tesouro nacional que carregamos e levamos ao mundo para mostrar o quanto podemos produzir algo de qualidade e divertir ao mesmo tempo. Ter ele no Nintendo Switch é uma vitória não apenas para a Rogue Snail, mas para todo o Brasil como mercado.

Se você tinha dúvidas, espero ter encerrado todas elas com esse texto. Merece ser jogado? Com certeza, se você curte ação, se quer dar umas risadas durante o gameplay, se surpreender com inimigos e se desafiar, é o jogo certo que estava buscando. No ano passado estive no BIG Festival e também joguei o próximo jogo da série, o Relic Hunters Legend, qual já estou esperando para ver na plataforma em breve.

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