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Imagine Shadow of Mordor/War com câmera isométrica e batalhas por turnos no velho estilo RPG tático em que cada um tem sua vez. Esse é, mais ou menos, Redemption Reapers. Claro que a menção do jogo da Warner Bros. Games é meramente ilustrativa, mas nos dá uma ideia do que se trata o jogo do estúdio Adglobe, o mesmo do bem-sucedido soulslike 2D Ender Lilies.

Redemption Reapers tem uma temática medieval com vilarejos, batalhas com guerreiros com espadas e arco e flecha, e um estilo artístico parecido com a franquia Shadow of Mordor O jogo apresenta a Brigada do Falcão Cinza, o seu grupo, que é responsável por lidar com um exército de orcs, digo, Morts, como são chamados no game, criaturas que apareceram no mundo do jogo causando destruição por onde passam.

Quando Redemption Reapers não conta sua história por CGs, é assim que o jogo faz

Redemption Reapers tem narrativa superficial

Redemption Reapers não entrega uma história profunda e nem mesmo a aprofunda. As motivações, diálogos e como tudo se desenrola são bem superficiais. E olha que o estúdio colocou um esforço extra na forma como conta a história do jogo, com diversas CGs espalhadas entre batalhas, além dos tradicionais diálogos com textos desse gênero, mas com vozes. Os diálogos são previsíveis e às vezes chegam até ser meio bobos. O voice acting (dublagem em inglês) não é dos melhores, com algumas vozes bem clichês para a aparência do personagem.

Você controla um grupo de cinco personagens. Cada um deles tem sua personalidade que reflete nos diálogos e em suas habilidades. Por exemplo, Lugh é aquele típico cara que só quer matar e matar e quem se opõe as suas estratégias brutais, ele considera “mole”. Por ser assim, ele tem uma habilidade chamada “Lobo solitário”, que o deixa mais forte caso não haja nenhum companheiro por perto. Glenn, o líder, aumenta o ataque de quem está perto dele, e assim em diante. Esse detalhe das habilidades refletirem suas personalidades é bem-vinda

Cada personagem de Redemption Reapers tem suas habilidades e cada uma delas pode ser melhorada em alguns níveis, tornando mais eficiente o efeito daquela determinada skill. Essa melhora nas árvores de habilidades é possível ao conseguir pontos para isso, que você recebe a cada novo nível de um personagem. Esse sistema é bastante simples e funciona bem, sem enrolação. Além disso, cada personagem tem seu próprio tipo de arma (espada, lança, arco e flecha, adagas e machado), que pode ser melhorado e deve ser consertado, já que desgastam. Tudo isso pode ser gerenciado nas telas entre batalhas, como todo RPG tático faz.

Os inimigos só se movem se você chega perto deles

Combate simples, mas funciona

Preparativos feitos, você está pronto para o combate. Este que é o principal elemento de um RPG de ação. É o momento onde a tática acontece, onde sua inteligência e astúcia serão colocados a prova… mas isso não é bem o que acontece em Redemption Reapers. O jogo entrega um combate bem “arroz com feijão” nesse gênero: cada um tem sua vez de andar e executar algumas ações que dependem do tanto de ponto de ação de cada personagem.

A movimentação é livre, dentro do limite de cada um (indicado pelos quadrados). Funciona assim: ao invés de você indicar o quadrado e o personagem vai até lá, você mesmo o controla de forma livre, deixando essa parte mais dinâmica. Falando nisso, as batalhas são rápidas, não existe muita enrolação, as animações fluem bem, então um turno não demora muito para passar.

Depois de se mover, é possível executar ataques normais ou especiais e defender, sempre de olho na quantidade de pontos para isso. Os inimigos quase sempre vão contra atacar. As únicas exceções são ataques à distância e ataques comuns com um quadrado de distância, como os executados por Lugh e sua lança. O maior destaque do combate fica para os ataques em grupo. Se você conseguir cercar um inimigo, cada personagem poderá executar um ataque atrás do outro, com direito a animação (embora seja sempre a mesma) bem legal. Inclusive existem algumas habilidades que melhoraram os ataques para essa situação.

Quase nenhum inimigo sobrevive aos ataques em grupo

Quando disse que Redemption Reapers não tem estratégia, é porque você não precisa se planejar tanto nas batalhas. Se você não avançar, os inimigos não saem do lugar. Não seria exagero dizer que você só precisa chegar perto do inimigo, executar ataques até o matar e pronto. Sem dificuldade. Na verdade a única dificuldade está atrelada ao fato de você estar com um nível abaixo do recomendado para a luta. Aí uma porrada vai doer mais. Para resolver isso, é possível voltar nas batalhas anteriores para ganhar nível, o que vai facilitar bastante aquela batalha em que você empacou antes, já que o fator estratégia é ausente.

Ajustes simples tornariam o jogo mais interessante

Além disso, Redemption Reapers peca no básico: a tela de aumento de nível durante a batalha é demorada, não é possível desistir de uma batalha, os inimigos são muito repetitivos e quase não existem aqueles que atacam de longe, é difícil conseguir a moeda do jogo, não existe um equilíbrio nisso, e também não é possível girar a câmera. Sem contar a ausência de desafio por falta de estratégias.

Embora as CGs nos remetam ao jogos da era PS2, são até legais

Redemption Reapers tem um visual legal, a modelagem dos personagens é bem feita, a trilha sonora é cativante, as batalhas até divertem, mesmo sem muito desafio. E aqui entra um agravante contra o jogo: ele não vale o que é cobrado. A versão mais barata (PC, a que testamos), custa R$ 188, chegando a R$ 249,50 no PS4. Portanto, se gosta de jogos de estratégia, por mais simples que esse seja, espere por uma boa promoção.

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