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Um dia toda a humanidade irá deixar de existir neste planeta, isto é um fato. O que não sabemos é, como isso irá se desenrolar, talvez alcancemos novos mundos, mesmo com a continua expansão do universo, ou nos acomodemos nos planetas vizinhos a terra de alguma forma. Porém há sempre a chance de um cenário como o de Primordia surgir, um cenário onde a humanidade da lugar a máquinas.

Um mundo onde maquinas ocupam cidades, se comunicando de maneira simples e objetiva em grande parte. Mas não para Horatio Nullbuilt, um constructo diferente de todos os outros. Com seu comportamento estoico e a companhia de sua criação, Crispin, os dois vivem e reparam a nave Uniic. Tudo muda, quando um estranho robô invade a nave e rouba o núcleo de força. Agora Horatio deve correr contra o tempo para não virar sucata.

Passado revivido no presente

Primordia na realidade é um título bem antigo, sendo original de 2012! Mas sua história não ficou menos interessante após dez anos. Horatio ao lado de Crispin irão fazer tudo em seu poder para recuperar o núcleo de força da Uniic, explorando o local conhecido como As Dunas, local que Horatio chama de lar, além de estar afastado da corrupta e decadente Metropol, cidade onde vários robôs vivem.

Imagem do review de Primordia
Contemplem o Evangelho do Homem

Porém sua caminhada até o coração da sociedade robótica levará a dupla a outros vários lugares antes. Locais estes onde Horatio irá aprender cada vez mais sobre o Homem Deus, suas criações e até mesmo seu próprio passado. Afinal de contas a terra não virou um deserto inóspito de uma hora para outra e resta a ele achar as respostas.

Com uma mecânica voltada para a solução de puzzles e temática point’n’click, Primórdia presta uma homenagem incrível a grandes títulos do gênero. Combinando itens, resolvendo enigmas e ajudando outros membros desta sociedade pós apocalíptica, Horatio seguira um caminho que o levará para um de até sete finais diferentes. Sendo apenas um deles aquele que trará paz ao solitário herói.

Conhecendo vários robôs diferentes durante sua jornada, Horatio e Crispin irão aprender que os robôs se tornaram cada vez mais parecidos ao seu Deus e criador. Com uma sociedade regida por leis, crenças e dogmas religiosos, além de um grande disparato “social”, colocando de lado as máquinas obsoletas para caminhar por um pântano esquecido em busca de energia e memória.

Imagem do review de Primordia
Hora de buscar a solução nestas coordenadas

Criado a própria imagem

Perdido neste deserto de ferrugem, obsidianas e sucata, Horatio deve além de sua fonte de energia, buscar respostas para o seu passado. Desconhecendo o que aconteceu com o Deus Homem e por que ele, um ser tão hábil no ramo de construir, desapareceu sem deixar rastros. Além de também descobrir o por que de ter tamanha aversão a Metropol.

No entanto a nova versão do jogo de 2012, lançado originalmente para PC, não apresenta nenhum diferença em relação ao seu original. Fora o fato de um pequeno ajuste na tela de jogo, fazendo com que ela seja apenas alongada verticalmente. Criando longas bordas laterais, diminuindo a imersão, o que é uma pena, tendo em vista que o design que mistura um futuro sujo, com elementos mais rebuscados no trabalho da tecnologia, torna um espetáculo visual certos locais do jogo.

Primordia é uma aventura curta e de simples entendimento no geral. mas para poder resolver todos os mistérios e os segredos por trás da máscara de Horatio e seu lugar nos eventos desta terra desolada. É necessário atenção e um pensamento calculista sobre quais ações devem ser tomadas, mesmo que elas sejam totalmente descabidas em certos momentos. Um excelente jogo que recebeu um revival não tão digno de sua qualidade impar. Mas ainda assim uma experiência que todo fã do gênero point’n’click deve dar uma chance.

Imagem do texto de RKGK

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