Skip to main content

Azul, rosa, amarelo e verde. São essas as cores que dominam o cenário do puzzle cooperativo Melbits World. Desenvolvido pela Melbot Studio, o game foca na movimentação do cenário, não das personagens. A dinâmica é bem interessante: para controlá-lo é usado o sistema do Playlink, em que o Dualshock 4 deixa de ser a peça fundamental para jogar. Basta baixar o aplicativo do jogo no celular que qualquer um pode se divertir.

Ter apenas um controle em casa não será mais desculpa para se divertir em grupo. Para jogar, é preciso de no mínimo duas pessoas e no máximo quatro. A limitação se dá devido ao número de desafios presentes em cada mapa. Quando se joga com mais uma pessoa, cada uma controla dois obstáculos. Em três, uma controlará duas enquanto as outras controlam um só. Com quatro, cada um fica responsável por um obstáculo.

É touch?

O objetivo é simples: levar os Melbits em segurança para o cano. Para isso, os jogadores devem movimentar blocos, botões, placas, pontes ou trampolins. Cada um exige uma movimentação no celular, seja tocar na tela ou girar o aparelho. A cada partida jogada, os controles de cada um podem mudar, sendo possível experimentar cada um dos puzzles de cada fase.

Imagem do jogo Melbits World
O ícone no canto superior esquerdo indica quando o próximo Melbit chegará ao mapa.

Em algumas fases temos os vírus, que comem os Melbits. A qualquer momento ele vai “sair da TV para seu celular” e bloquear os controles, o que exige que você chacoalhe o aparelho para tirar ele de lá e retomar o jogo. Ver o cenário colapsando e a perda do controle adiciona adrenalina à jogatina.

Cada nível tem sua trila sonora caraterística. O ritmo leve acompanha os passos lentos dos bichinhos e te coloca na compasso certo para jogar. O tom tranquilo te ajuda a combater a pressão de não derrubar os Melbits e mover as peças nos momentos certos.

Apesar de ser exclusivo no PS4, ter o celular como controle dá um ar de jogo mobile. E assim poderia ser, mas jogá-lo na TV e ombro a ombro com alguém gera uma sensação nostálgica dos jogos cooperativos dos primeiros consoles.

Imagem de Melbits World
Controle pelo celular: caso o jogador queira, é possível trocar os botões de lado.

Quase bichinhos de estimação

Em Melbits World, as personagens possuem três formas (quadrado, triangular e redondo) e são dados pelo jogo ao longo dos níveis. Mesmo na simplicidade, eles cativam com seus murmúrios. Os sons, agudos e graves, variam de acordo com o tamanho do Melbit. Os maiores, por exemplo, possuem um vozerão e influenciam na estratégia por conta de seu peso e ritmo lento. E todos eles podem ser customizados com itens (óculos, chapéus e outros adereços), encontrados em caixas de presente durante a jogatina.

A personalização deixa os monstrinhos visualmente mais divertidos e dá uma alegrada na tela inicial, onde todos eles ficam concentrados. Há também os adesivos, que funcionam como colecionáveis, e os troféus. Para conseguir cada um deles é necessário cumprir os desafios, que variam desde salvar determinado número de Melbits redondos até finalizar todas as fases de um mapa. No entanto, não dão vantagens ou itens para ajudar nos desafios.

Imagem de Melbits World
Mesmo se alguns personagens caírem do mapa, é possível passar de fase.

Diversão é solução sim

Mesmo com o visual lúdico e infantil, o puzzle realmente obriga o jogador a prestar atenção aos desafios. Saber a hora certa de mover ou não um bloco pode ser fatal. Mas relaxa que a dificuldade aumenta sutilmente: dá pra vencer várias fases seguidas antes de finalmente coçar a cabeça para avançar por um obstáculo e sem perder nenhum monstrinho.

Chamar a família, os amigos e até o crush pra jogar algumas partidas de Melbits World pode ser um ótimo passatempo. Graças ao Playlink (e à memória do celular da dupla, trio ou quarteto), o game diverte de forma rápida e prática. Recomendado para os jogadores casuais e até os platinadores de plantão.

Imagem do texto de RKGK

Review – RKGK / Rakugaki

Marco AntônioMarco Antônio10/06/2024

Review – Blockbuster Inc.

Paulo AlmeidaPaulo Almeida04/06/2024