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Depois do grande sucesso de Marvel’s Spider-Man Remastered no PC, se tornando o segundo game da Sony mais jogado nos computadores, atrás somente de God of War, chegou a vez de Marvel’s Spider-Man: Miles Morales (review original). A aventura é consideravelmente menor que a de Peter Parker, mas é um jogo obrigatório para amantes do cabeça de teia.

Miles Morales assume o papel de único Spider-Man de Nova Iorque por alguns dias enquanto Peter Parker tira umas férias. Bem conveniente, claro, para deixar o novo protagonista no holofote. Essa seria uma preparação para o retorno dos dois heróis que acontecerá em Spider-Man 2, prometido para 2023 pela Insomniac Studios. Por enquanto, o novo título conta somente com um teaser para dizer que Venom (melhor vilão do universo do Miranha) será o antagonista.

História simples e acelerada

A trama de Marvel’s Spider-Man: Miles Morales não é nada mirabolante ou complexa e segue mais ou menos a linha do anterior: uma ameaça principal, foco no lado humano do herói, salvar vidas e perder outras. A diferença é que Peter Parker enfrenta quase todos os seus inimigos, enquanto que Miles Morales vai contra rostos familiares, numa tentativa de deixar tudo mais dramático, o que, particularmente, não acredito que funcionou tanto.

Marvel's Spider-Man: Miles Morales
Tem um Gato-Aranha, isso não é da hora?

Por quase todo o tempo que dura a história principal (que pode ser menos de 10 horas), o jogo vai inserindo as missões secundárias, como coletar itens, parar crimes e destruir esconderijos dos inimigos, assim como já acontecia no game anterior, mas em uma escala menor. Tudo isso rende recursos, que podem ser usados para destravar novas habilidades e trajes de Spider-Man para Miles.

Miles tem seu próprio estilo

Apesar de ser um jogo parecido, com a mesma cidade (embora o toque natalino com neve tenha dado um outro ar a Nova Iorque), Miles Morales é único. Ele tem seus próprios movimentos, ataques, se balança pelas teias todo desengonçado, aterrissa perdendo o equilíbrio, são detalhes que nos lembram que ele está só começando.

Marvel's Spider-Man: Miles Morales
Esse tipo de cena já virou um clássico

Aliado a isso, Miles conta com um poder elétrico batizado por seu amigo Ganke Lee de Venom. Ele pode ser melhorado de várias formas através de sua árvore de habilidades, deixando as lutas mais dinâmicas. Em geral, achei os combates de Marvel’s Spider-Man: Miles Morales mais agradáveis do que o apresentado no jogo anterior.

Miles tem carisma e estilo. É legal ver que o game tem uma trilha sonora que combina com o personagem. Mesmo que não seja meu estilo de música favorito (nem de longe), mas combinou muito com o game, e isso ajudou a trazer mais particularidade ao jogo estrelado pelo segundo Spider-Man.

Título tem herança do anterior

Em relação ao port para PC, a Nixxes Software entregou basicamente o mesmo resultado de Marvel’s Spider-Man Remastered. O jogo está bem otimizado, bonito, mas conta com as quedas de desempenho que acontecem ao “voar” pela cidade, assim como no jogo anterior. Nesse sentido, não importa o hardware, as quedas serão proporcionais: quanto mais FPS o PC entrega, menos será sentido. Mas se você joga com 60 FPS cravados, cair pra 50 FPS já faz diferença.

Marvel's Spider-Man: Miles Morales
Rino é o único vilão famoso a aparecer em Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

Usar os efeitos de ray tracing, seja reflexos ou sombras, ou ainda os dois juntos, tem um alto custo ao PC. E isso não é novidade, já que existem inúmeros testes pela internet mostrando que Marvel’s Spider-Man Remastered dá trabalho até para hardware high-end quando o ray tracing está ligado. Mas o resultado é sempre incrível, especialmente com os reflexos.

Como grande fã do Miranha (que, para mim, só fica atrás de Batman), é sempre muito bom ter um jogo desse nível, embora Marvel’s Spider-Man: Miles Morales ofereça bem menos conteúdo. O ponto mais fraco fica pra história que não emociona e é contada muito rápida. Mas a aventura em si, principalmente o gameplay, é memorável.

Agora, os fãs do Miranha ficam no aguardo de Marvel’s Spider-Man 2, que deve demorar bastante ainda para chegar ao PC, mesmo que a Sony tenha garantido que seus jogos podem ter um intervalo de um ano depois do lançamento de um jogo no PlayStation.

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