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Acredite se quiser, este já é o sexto jogo da série de crossover Mario & Sonic at the Olympic Games. O primeiro título, que celebra as Olimpíadas de Pequim (China), já completou 12 anos desde que foi lançado para o Wii. O mesmo game ganhou uma versão simplificada para Nintendo DS, no início de 2008. De lá pra cá a Sega não perdeu nenhuma Olimpíada, inclusive de Inverno, para fazer novos jogos. E, claro, tem uma pra acontecer no Japão em 2020.

Mario & Sonic at the Olympic Games Tokyo 2020 chega trazendo como principal atrativo um inédito modo história. É simples, não se iluda, mas é uma novidade bem vinda à série para quebrar a monotonia de jogar um minigame atrás do outro sem um contexto por trás.

Introduzindo o modo história

Se você jogou um dos games anteriores, já sabe como funciona. O gameplay continua casual, exigindo o apertar de poucos botões para realizar os movimentos específicos de cada prova. E isso só é diferente em modalidades que exigem mais interação, como boxe. Embora todas as modalidades possam ser competidas somente com botões, uma boa parte permite também jogar com o sensor de movimento de um ou dois joy-cons.

Ao total o jogo oferece 21 modalidades tradicionais e mais 3 especiais, intituladas Dream Racing, Dream Shooting e Dream Karate. Todas ocorrem em 3D convencional, mas há também outras 10 modalidades em 2D, com gráficos em 8-bit. Trata-se de uma homenagem às Olimpíadas de Tóquio de 1964, a qual deu pano de fundo para a criação do modo história.

Imagem do jogo Mario & Sonic at the Olympic Games Tokyo 2020
Como um mini arcade desse, até eu cairia na armadilha de Bowser e Eggman.

Na trama, Bowser e Eggman planejam mandar Mario e Sonic pro passado usando um máquina do tempo no formato de um mini arcade. Luigi acaba acionando o dispositivo por acidente, sabotando o plano dos vilões e lançando eles, junto do Mario, Sonic e Toad, para o ano de 1964. Mario e cia ficam com gráficos 8-bit, enquanto Sonic e sua turma ficam em 16-bit (respeitando sua origem). Eles acabam participando das Olimpíadas para conseguir medalhas de ouro, usadas para alimentar a máquina de viagem no tempo. O mesmo rola no presente, em 2020, com os personagens que não foram sugados pela máquina.

O jogo oferece partidas rápidas locais para até 4 jogadores e online para até 8. Após escolher a modalidade, você seleciona seu competidor dentre 20 personagens – 10 do universo do Mario e outros 10 do universo do Sonic. De convidados secretos (para desbloquear), são mais 10: Toadette, Rosalina, Wendy, Larry e Ludwig, da franquia Mario, e Rouge, Zavok, Eggman Nega, Jet e Zazz da franquia Sonic.

O gameplay dos personagens se diferenciam por três características: velocidade, força e técnica. Mario e Sonic, por exemplo, são personagens “pau pra toda obra” (all-around), equilibrados em tudo. Apesar de haver personagens mais fortes e outros mais rápidos, no fim o que manda é a habilidade do jogador e o nível de dificuldade selecionado.

Imagem do jogo Mario & Sonic at the Olympic Games Tokyo 2020
Escalada funciona bem nos botões, mas não muito no sensor de movimento.

As novas modalidades

Pela primeira vez na série temos provas de skate, karatê, surfe e escalada. O de skate pega o básico de um Tony Hawk’s Pro Skater da vida, com poucas manobras incluindo Ollie, mas dá pra se divertir. Karatê consegue ser mais simples que boxe, terminando em poucos segundos após alguns chutes, socos ou arremesso – na versão 2D, é ainda mais simples. Surfe só tem em 3D e é lindo, mas também com manobras limitadas. Por fim a escalada é a que mais tenta se diferenciar nos controles: você utiliza os dois analógicos ou os sensores dos joy-cons para controlar os dois braços / ângulos para escalar.

Nas modalidades 2D da Tóquio 1964 temos algumas ideias distintas como a maratona, em que você corre pegando embalo e tomando água pra recuperar fôlego, tendo que desviar dos outros competidores para não desacelerar. A prova de saltos ornamentais exige que você aperte botões na ordem correta e o mais rápido que conseguir, antes de cair na piscina. Enquanto estas e outras modalidades divertem, mesmo em sua extrema simplicidade (com direito à efeito de tv analógica), alguns deles falham miseravelmente como o salto sobre a mesa, judô e vôlei.

Imagem do jogo Mario & Sonic at the Olympic Games Tokyo 2020
Rola até batalha contra chefe no modo história.

Voltando para as modalidades 3D, badminton e tênis de mesa são dois exemplos de preguiça pura no gameplay. Em ambas você não consegue movimentar o personagem livremente, restando apenas apertar o botão na hora certa para rebater a bola. O que manda aqui é o efeito na bola, usando o analógico para influenciar a raquetada e o uso do especial quando carregado. Nem um pouco divertido. A prova de equitação então, é a mesma coisa de Mario & Sonic at the Rio 2016 Olympic Games.

As modalidades fictícias (Dream) acabam por serem as mais divertidas do pacote, justamente pelo jeitão à lá Mario Party. Dream Racing é uma corrida de skate flutuante ladeira abaixo, com áreas de turbo, pulos com manobras e power-ups emprestados de Mario Kart. Dream Shooting coloca os jogadores em um cenário com alvos pra todos os lados, com power-up de tiros múltiplos e pipas que surgem como bônus para você acertar. E Dream Karate promove uma luta sobre um grande painel, que acende à seu favor conforme você derruba os adversários. Quem dominar a maior área do painel ao final da partida leva o ouro.

Imagem do jogo Mario & Sonic at the Olympic Games Tokyo 2020
O game oferece os principais pontos turísticos de Tóquio para visitar.

Turismo virtual

O modo história basicamente apresenta as provas como missões para completar, incluindo modalidades exclusivas como correr contra um trem bala e escalar a torre de Tóquio com obstáculos pelo caminho. E para conectá-las à história, você pode andar livremente pelos cenários, conversando com outros personagens e encontrando cartas de trívia (colecionáveis). É bem divertido visitar pontos turísticos na versão 2D e 3D, conforme vai desbloqueando novas áreas no mapa.

No fim Mario & Sonic at the Olympic Games Tokyo 2020 funciona como um simpático convite para viajar pro Japão, conhecer Tóquio e curtir as Olimpíadas por lá. Como game, é mais do mesmo com algumas ressalvas, como o visual caprichado, o humorado modo história e as novas modalidades. Portanto se for jogar localmente com amigos ou online, pensando em partidas rápidas e casuais, vale muito a conferida.

Imagem do texto de RKGK

Review – RKGK / Rakugaki

Marco AntônioMarco Antônio10/06/2024