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Não me venha com essa de bullet hell! Na minha época isso era chamado de “jogo de navinha”, e para fins nostálgicos, assim chamarei Galaxy Warfighter. Desenvolvido pela Qplaze e publicado pela JoyBits, esse jogo promete elevar seu nível de raiva ou habilidade, dependendo do quão bom você é nos controles.

Por ser um gênero clássico e com muitos bons representantes, shooters espaciais não têm muito o que errar, e geralmente tentam se reinventar pra ter um diferencial. Coisa que não acontece em Galaxy Warfighter, mas isso não é ruim. O clássico é clássico por um motivo, não é mesmo?

Galaxy Warfighter não te apresenta nada de história. Você é jogado num hangar encarando sua nave, pronto para partir pra uma missão. São pouquíssimas opções na interface e inclusive poucas opções no próprio jogo, visto que inicialmente você apenas controla sua nave desviando e atirando nos inimigos. Seus tiros saem de forma automática, o que é bom pois dá um descanso pros dedos.

A jogabilidade não tem mistério. A sua navinha se movimenta em todas as direções e a progressão do jogo é horizontal, com você sempre atirando pra frente (ou quase sempre, dependendo do power-up adquirido). Destruir inimigos também deixa um rastro de moedas pela tela, que servem para comprar upgrades no hangar. Os upgrades vão de melhorias na sua arma, um drone te acompanhando, escudos, habilidade de pausar o tempo e também aumento da armadura (esse último um dos mais importantes).

Imagem do jogo Galaxy Warfighter
Gênero que fez sucesso nos fliperamas, agora é o queridinho dos indies.

Com essa mecânica super simples, o jogo é cativante pra quem é fã do gênero, com seu gráfico retrô 8-bit mas com toda a qualidade de uma boa tela em alta resolução. Galaxy Warfighter é aquele tipo de jogo que te irrita quando você morre, mas você sabe que a culpa foi sua: seja melhor na próxima. E vão ter muitas próximas vezes por aqui, e em suas 100 fases, o game promete te irritar e ao mesmo tempo te fazer sentir orgulhoso de sua habilidade. Desviar daquela chuva de tiros, destruindo os inimigos e conseguindo coletar o máximo de moedas sem sofrer nenhum dano, causa uma sensação de recompensa incrível.

Simples ou simplório?

Nem tudo são flores. A simplicidade do menu do jogo acaba tornando as coisas um pouco pobres, em especial quando se joga num PC. Ponto positivo pra resolução ultrawide que uso estar nativamente habilitada, coisa não tão comum em jogos independentes. Mas em Galaxy Warfighter eu preferia a proporção padrão 16:9, pra diminuir meu campo de visão e melhorar a minha concentração no que realmente importa. Só que eu não tenho essa opção, já que nenhum controle gráfico está habilitado. Na primeira vez que você inicia o game, ele vai entender sua configuração e automaticamente adaptar da melhor forma. Infelizmente, a melhor forma não foi tão melhor assim.

Imagem do jogo Galaxy Warfighter
A fórmula se repete fase a fase: mate dezenas de inimigos, sobreviva e enfrente o chefão.

Outro problema do menu é a impossibilidade de rejogar fases que você já venceu. Às vezes você só quer pegar uma molezinha pra coletar moedas ou mesmo testar uma estratégia diferente numa fase que você já conhece, mas não existe essa possibilidade. É pra frente que se anda e em Galaxy Warfighter não tem volta.

Para quem tem saudade das navinhas

Os cenários do jogo são um deleite à parte, muito bonitos e colaboram demais para que um jogo desse estilo não enjoe, pois eles parecem ser gerados de forma aleatória. A mesma fase pode ter um cenário completamente diferente, dando a sensação de que você não está repetindo uma fase, mas avançando no game. Quanto ao som, nada de novo, mas a música é nostálgica porém repetitiva, com a mesma música se repetindo por horas e horas de jogatina, o que fez com que eu desativasse ela numa das poucas opções que o menu te permite e colocasse uma bela playlist de rock ‘n’ roll pra tocar enquanto jogava. Não gosto muito de fazer isso pois entendo que a música escolhida pelos desenvolvedores está lá por um motivo, mas Galaxy Warfighter falha feio nisso.

Imagem do jogo Galaxy Warfighter
Chuva de tiros na tela, haja habilidade pra sair ileso.

A dificuldade de Galaxy Warfighter é sim bem alta, o que vai afastar ou irritar jogadores mais casuais. O jogo é frenético desde a sua primeira fase e a sabedoria de escolher como vai melhorar sua nave é totalmente influenciada pelo seu estilo de jogabilidade. Jogadores mais agressivos e habilidosos vão preferir melhorar a arma, já quem é mais estratégico e paciente, vai preferir melhorar o escudo. Vai de cada um, mas mesclar os dois também é uma boa.

Se você quer um desafio e está disposto a passar uma raiva, Galaxy Warfighter é uma boa pedida para os fãs nostálgicos de um gênero tão clássico e amado dos fliperamas. O jogo estará disponível no dia 16 de abril para Nintendo Switch e também para PC através da Steam.

Imagem do texto de RKGK

Review – RKGK / Rakugaki

Marco AntônioMarco Antônio10/06/2024