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Finalmente um dos personagens mais icônicos da cultura pop foi resgatado do esquecimento e trazido para a nova geração mais de 20 anos depois do lançamento original de Felix the Cat para o saudoso Nintendinho (NES). Desenvolvido pela Limited Run Games e lançado pela Konami, essa coletânea de jogos reúne o jogo original de 1992, a versão inédita para Famicom e o relançamento do mesmo título numa edição condensada para Game Boy, fazendo um importante trabalho de preservação desse título.

Criado em 1919 pelo cartunista Pat Sullivan e o animador Otto Messmer, o Gato Felix é um dos mascotes mais antigos do entretenimento e que teve uma breve oportunidade ao tentar surfar na onda do sucesso de Mario Bros. e Megaman, chegando ao Nintendo Entertainment System (NES) em um jogo de plataforma que trazia um pouco da série animada de televisão e o longa-metragem lançado em 1989.

It’s me Felix!

Ainda lembro de ir até a locadora para pegar Felix the Cat para o meu Nintendinho e passar o final de semana jogando aquele personagem que eu via na televisão todas as manhãs logo cedo, antes de ir para a escola. Essa coletânea da Konami peca em oferecer uma experiência completa, mas cumpre um importante papel no resgate e nostalgia de quem nunca mais teve a oportunidade de jogar esse título, que na minha cabeça era mais difícil do que parece atualmente.

Felix the Cat

Com uma história simples, em que o Gato Felix precisa resgatar Kitty, sua donzela em perigo, das mãos do malvado Professor, vamos atravessar nove mundos diferentes e temáticos, enfrentando seus subordinados e contando com sua Bolsa Mágica de Truques para utilizar armas, apetrechos e veículos por terra, céu e mar. A cada dois níveis, com duas fases e um chefão, uma nova interação com o Professor acontece para reforçar o motivo da sua jornada.

Os power-ups ao coletar as “Felix Coins” pelas fases fazem com que você deixe socar os inimigos, transformando sua maleta mágica em uma moto ou tanque em fases normais, além de avião e balão para os mundos que você precisa atravessar pelo ar, além de golfinho ou submarino pela água. A jogabilidade é a mesma, mas o interessante é notar que os três corações iniciais aumentam a cada novo “poder”, porém também servem também como parte do cronômetro regressivo, fazendo você ser ágil ao completar as fases antes que os power-ups involuam, retornando sempre ao estágio anterior e diminuindo a energia vital do Gato Felix.

Felix the Cat

Felix the Cat possui ideias próprias e originais que, ao longo das 25 fases na versão de NES e Famicom, reduzido para apenas 11 no Game Boy devido às limitações do portátil, mas que carregam para essa coletânea os problemas de vídeo você atinge as bordas da tela, apresentando falhas características da geração 8-bit, e a imprecisão na movimentação do personagem.

Com gostinho de quero mais

Acredito que a maior crítica fique pela falta de opções para mapearmos os botões como quisermos, além de não complementarem o resgate histórico numa experiência mais completa sobre o personagem ou o desenvolvimento do jogo como, por exemplo, uma simples galeria de imagens com as artes, box art e conteúdo sobre essa propriedade intelectual importantíssima. Afinal estamos falando de um mascote mais antigo que o próprio Mickey Mouse, mas que nem sempre possui o mesmo destaque.

Felix the Cat

O desafio de Felix the Cat é baixo, sem muita dificuldade para você completar as duas versões (NES e Game Boy) em aproximadamente duas horas. Os chefões possuem movimentação limitada e bem previsível, fazendo com que a opção de salvar em qualquer momento ou retroceder alguns segundos, simplifiquem ainda mais o que talvez pudesse oferecer um mínimo de dificuldade.

Complementando a experiência nostálgia, os desenvolvedores também disponibilizaram efeitos de tela e bordas temáticas, com a opção de jogar com o tamanho original ou ajustando às bordas, ideal para o formato portátil do Nintendo Switch. A trilha sonora ainda continua divertida e chiclete, fazendo você lembrar dela mesmo depois de desligar o jogo. No entanto, eu não consegui entender o motivo da versão de Famicom, até então inédita no Ocidente, pois ela é idêntica ao que tivemos para o NES e sem modificações, tirando o fator do idioma nos textos.

Felix the Cat

Simples, divertido e rápido, Felix the Cat é um jogo de plataforma para os nostálgicos e curiosos, que gostam de reviver clássicos que conseguem se manter interessante até hoje. O excelente trabalho e cuidado com a animação e fidelidade ao desenho animado, mantido de seu original, encantam pela maneira como fazem parte e estão integrados ao jogo. Infelizmente a coletânea tinha potencial para oferecer muito mais, porém fica uma boa porta de entrada para quem tiver o interesse em conhecer mais desse importante personagem da história e cultura pop mundial, aguardando por uma promoção para fugir do valor cheio de lançamento!

72 %


Prós:

🔺 Um importante resgate na história dos games
🔺 Plataforma de ação criativo e divertido
🔺 Trilha sonora chiclete e legal
🔺 Diversos power-ups para usar
🔺 Sentimento nostálgico

Contras:

🔻 Falta de conteúdo extra na coletânea
🔻 Indisponibilidade para mapear os controles
🔻 Erros do original não foram corrigidos

Ficha Técnica:

Lançamento: 28/03/2024
Desenvolvedora: Limited Run Games
Distribuidora: Konami
Plataformas: PS4, PS5, Switch
Testado no: Switch

Imagem do texto de RKGK

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