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Quando F.E.A.R. surgiu, em 2005, foi uma grande festa para os fãs de FPS. Não é sempre que sai um bom game do gênero, especialmente com originalidade e inovações. Este foi o primeiro game a introduzir o bullet-time na ação, a mesma de Max Payne, mas visto em primeira pessoa. E não era só isso: F.E.A.R. continha um suspense de primeira, oferecendo bons sustos. Quatro anos depois F.E.A.R. 2 Project Origin chega às lojas, com o objetivo de continuar a história. Mais do mesmo? Felizmente não. ALMA está de volta e muito mais poderosa.

Project Origin acontece paralelamente aos eventos do F.E.A.R. original. Pra quem jogou o primeiro game até o final, F.E.A.R. 2 começa 30 minutos antes da explosão nuclear. Você é o soldado Michael Becket, integrante do Esquadrão Delta, protagonista desta nova aventura. Após a explosão, Becket é levado ao hospital para receber o sistema de reflexos da equipe F.E.A.R. (First Encounter Assault Recon), que o permite desviar de balas e atirar em câmera lenta. Esse implante acaba abrindo um canal de comunicação com ALMA, que aproveita para atormentá-lo com alucinações. ALMA não é mais uma garotinha. Ela cresceu em tamanho e raiva, desencadeado uma série de eventos paranormais e destruição em massa. Seu objetivo é impedir que a corporação Armacham Technology use os genes de ALMA na criação de super soldados.

F.E.A.R. 2: Project Origin

De novidades, o game agora permite que você vire coisas (mesas, armários) para usar de defesa contra os disparos inimigos. Mecânica de extrema utilidade no combate contra muitos inimigos. E, claro, os inimigos fazem o mesmo para se defender de você. Aliás, a Inteligência artificial é excepcional, oferecendo grandes desafios. Temos também uma nova interface, que você vê pelos óculos high-tech do protagonista. Lembra bastante o visor de Samus em Metroid Prime, mas com design próprio. As armas são praticamente as mesmas, 11 no total, sendo algumas novas: o lança-chamas Balzer LM10, por exemplo. Bomba de fragmentos, bomba de luz, bomba de aproximação, entre outras, também permanecem as mesmas. E como não poderia faltar, a famosa voadora continua presente. Acabou a bala? Voadora neles!

O visual de F.E.A.R. 2 consegue ser mais espetacular que o game original. Tudo foi aprimorado em vários aspectos, do foco de visão (Depth on Field) aos efeitos de partículas (poeira, por exemplo). Os cenários são extremamente caprichados e distintos um dos outros, sendo que muitos deles são destrutíveis. Quando ALMA aparece, sempre acontecem coisas: soldados virando paçoca, portas de armários batendo, distorção das coisas, vultos de mortos surgem do nada, um verdadeiro show de efeitos visuais e horror. A trilha sonora, junto dos efeitos sonoros, compõe o game com muita qualidade, mantendo o clímax da ação. Se você jogar no escuro, com fones de ouvido, com certeza tomará bons sustos. Principalmente nas cutscenes, todas muito bem feitas.

F.E.A.R. 2: Project Origin

Os inimigos presentes são basicamente os mesmos do game original, com adição de quatro novos. Um deles, e o mais interessante, se chama Remnant: um ser que controla outros corpos, como um mestre de marionetes. Outra grande novidade: você pode controlar um robô Meca em algumas partes do game, com direito a mísseis e visão térmica, para achar os inimigos escondidos. A jogabilidade aqui se mostra bastante competente. Você realmente se sente dentro de um robô, dando passos lentos e pesados. O poder de destruição dele é enorme, permitindo até mesmo abrir buracos em paredes. Jogar com Meca é uma das atrações principais do game. Uma pena que seja em poucos momentos.

F.E.A.R. 2 oferece boas horas de jogo, com uma apresentação única e original. Eu estava céptico quanto a este game, ainda mais por trazer de volta a menininha do capeta (algo muito manjado hoje em dia). Mas eu estava completamente enganado. Project Origin supera o game original e suas péssimas expansões (Extraction Point e Perseus Mandate), empolgando do começo ao fim. Mesmo com um modo multiplayer sem grandes novidades, extremamente parecido com F.E.A.R. Combat (exceto por ótimos mapas) é um game obrigatório para os fãs da franquia e do gênero. E pra nossa alegria, a história ainda não acabou: F.E.A.R. 3 vêm aí!

Imagem de The Thaumaturge

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