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A SNK pegou todos de surpresa em pleno Natal, liberando o jogo Fatal Fury: First Contact para a linha NeoGeo Pocket Color Selection no Nintendo Switch. Fechando 2020 com chave de ouro, numa coleção que já trouxe as maravilhas clássicas para o mundo moderno como Samurai Shodown! 2, The King of Fighters R-2 e até mesmo The Last Blade: Beyond the Destiny, a empresa resgatou em um único ano a maior parte do seu suas franquias de sucesso.

O título foi lançado originalmente em 1999 e no intuito de ser uma versão reduzida de Real Bout Fatal Fury 2, porém contando com algumas poucas diferenças entre os dois jogos. Apesar de ter menos personagens e, consequentemente, menos modos de jogo, havia um lutador exclusivo do portátil, Lao, que tornava esta num atraente chamariz para os curiosos de plantão.

Round Um!

Vamos direto na jugular de Fatal Fury: First Contact e dar o golpe que derruba de vez no primeiro round. A ausência de modos distintos torna o jogo no mais capado de todos que vieram anteriormente. Sei que é uma recriação exata de como era o jogo no NeoGeo Pocket Color, mas a Code Mystics, que ajudou a SNK no desenvolvimento do port, já tinha incluído uma coisa ou outra durante o lançamento dos demais da coleção. Colocar alguns recursos aqui também não teria matado ninguém.

Temos apenas o modo Arcade, representado pelo 1P Play Mode e o multiplayer, com a opção 2P Play Mode. E só isso, sem nada adicional que te faça revisitar esse clássico com mais empolgação. Como os games da linha sofreram com a pequena capacidade do portátil, muitos já contavam com uma contagem de lutadores reduzida, imagina que este tem menos ainda que os demais e não tenha muita opção para replay. Nostalgia é algo forte, mas sem dar razões para os jogadores voltarem não é muito justo.

Imagem do review de Fatal Fury: First Contact
Só isso de modo de jogo? Pois é…

Com a junção desses problemas, temos aqui a menor e mais contida aventura da SNK com a sua coleção. O complicado é que, como veio seguido de vários games que empolgaram os fãs novamente e traziam algumas novidades aqui e ali, ele acaba não se comparando apenas a jogos de luta no geral, mas sim com os vários de sua própria família. E em ambas as comparações ele não traz o suficiente para te divertir como todos os outros lançados.

Nossa, mas Fatal Fury: First Contact é um jogo ruim? Obviamente que não, o jogo é muito bem balanceado e cheio de lutas de tirar o fôlego. O sistema de barras diferentes para especiais é extremamente acirrado, além da combinação diferente de aperto dos botões em timing com seus movimentos pode trazer uma reviravolta para a batalha. Neste ponto eu acredito que ele chega até a ser superior aos demais da coleção.

Imagem do review de Fatal Fury: First Contact
As lutas estão incrivelmente dinâmicas e fluídas.

Fatal Fury na essência

Assim como, mesmo com um número reduzido, a quantidade de personagens jogáveis está equilibradíssima. Durante a minha experiência não senti em nenhum momento uma distinção da escala de dificuldade e algum desafio que parecia complexo demais para ser vencido. Me diverti bastante com Terry Bogard e Kim Kaphwan, por exemplo. Porém, ali também estava Mai Shiranui, uma das minhas main em SNK Gals’ Fighters e sua jogabilidade estava bem mais fluída nesse.

Vale notar também que a Code Mystics já aprendeu a dominar o sistema do Nintendo Switch para aprimorar aquilo que já estava excelente por natureza. Mesmo sem novidades, os controles estão completamente ágeis no retorno, em vários momentos era basicamente inexistente aquela sensação de que os movimentos eram lentos como antigamente e o próprio filtro de iluminação parecia que Fatal Fury: First Contact tinha sido criado para a atual plataforma.

Imagem do review de Fatal Fury: First Contact
Não podia deixar faltar a presença do manual no game.

Além disso, todos os recursos básicos também marcam presença por aqui. O saudoso manual do título, que contém várias informações sobre os comandos, a história, artes dos personagens etc. está firme e forte no menu da coleção e é sempre bacana ver como eram bem-produzidos e o carinho da nostalgia. As várias skins do NeoGeo Pocket Color são marca registrada da linha e nem preciso dizer que continuará alterando elas durante as partidas.

Se você é um grande fã ou apenas quer continuar a cultivar a Selection, Fatal Fury: First Contact é uma aquisição imprescindível e que te deixará empolgado. Mesmo sem uma grande parte dos recursos e sendo mais um para fazer volume com o mesmo gênero, ainda é um excelente game de luta e que merece um pouco do seu tempo para aproveitá-lo.

Imagem do texto de RKGK

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