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Sou apaixonado por carros desde pequeno. Jogos de corrida então, devorava tudo que podia. Quando parecia que os jogos do gênero não tinham mais para onde ir, inclusive com a franquia Need for Speed desgastada, surgia o primeiro game da série Burnout. Foi amor à primeira vista! Muitos anos depois, inclusive do lançamento original de Burnout Paradise (2008), recebemos na atual geração uma versão remasterizada. Ou seria uma versão melhorada do Ultimate Box?

Se você nunca jogou Burnout Paradise, saiba que é um jogo estilo arcade, com foco na velocidade e destruição. Um game diferente das franquias Gran Turismo, conhecida pelo realismo da simulação, e Need for Speed, que atualmente possui uma pegada à lá Velozes e Furiosos. Burnout Paradise é praticamente um jogo casual, sem história, para você desfrutar da adrenalina promovida pela velocidade extrapolada e descontar sua fúria nos corredores rivais enquanto assista a um verdadeiro show de destruição.

Take me down to the Paradise City (again)…

Na época do lançamento, Burnout Paradise consegui se destacar e fazer um tremendo sucesso por ser extremamente agressivo, com gráficos que competia fortemente com seus rivais e uma jogabilidade de fácil aprendizado. Mais de 10 anos se passaram, o jogo continua delicioso de jogar, mas esta nova versão passa longe de fazer jus ao que se propõe. As melhorias do remaster comparado ao jogo original são extremamente rasas, com diferença gráfica quase imperceptível. Contando com um ambiente mais agradável de ver e com uma tela menos borrada (pela alta velocidade), os acidentes também parecem mais nítidos, mas nada que salte aos olhos.

Imagem do jogo Burnout Paradise Remastered
Acho que ninguém vai voltar para lugar algum dessa vez.

Os veículos continuam os mesmos, inclusive com as categorias incluídas pelas DLCs. Temos motos de alta velocidade para exploração e provas exclusivas para as mesmas, carros de brinquedo envenenados (DLC “Toy Cars”) e carros famosos da cultura pop (DLC “Legendary Cars”), como o famoso DeLorean de Marty Mcfly, o Ecto-1 dos Caça-Fantasmas, K.I.T.T a Super Maquina e o General Lee de Os Gatões. Além desses temos também o Boost Specials, uma DLC que conta com dois carros com turbos exclusivos, e a DLC Cops and Robbers, que permite ao jogador escolher uma entre mais de 33 viaturas diferentes.

O mapa é o mesmo da versão Ultimate Box. Ou seja, a única adição é a Big Surf Island, uma ilha cheia de ruas, encruzilhadas e rampas preparadas para elevar o nível de destruição ao máximo, contando com alguns poucos eventos para adicionar à contagem total. O maior diferencial da Big Surf Island para o mapa original são as carteiras: enquanto no jogo original contamos com uma carteira que começa na categoria D, vai até A e depois sobe para Burnout, Burnout Elite e Criterion Elite. Na Big Surf Island você possui apenas uma única carteira, que mostra a porcentagem de desafios cumpridos na mesma. Fora os eventos, ainda há os mesmos 120 outdoors e 400 grades de segurança espalhadas pela cidade para serem destruídas.

We’re not gonna take it…

O legal de Burnout Paradise é a simplicidade em sua execução, igual Tony Hawk Pro Skater, onde você é apresentado ao menu e “pa-pum”, está pronto pra jogar sem a enrolação de um tutorial, longas horas adquirindo melhorias em peças ou modificando a carroceria do carro. O tipo de jogo que todo mundo gosta de ter na reserva, para aqueles dias em que você não está afim de pegar algo complexo e demorado:

Imagem do jogo Burnout Paradise Remastered
Consegue ser mais apresentável do que a minha verdadeira CNH.

Ei man, eu só quero jogar um game que me faça lembrar da época em que ter um telefone de flip era legal e detonar alguns carros em velocidades impossíveis e nauseantes ao som de Twisted Sister, Guns N’ Roses e a Winter das quatro estações de Vivaldi, isso é crime?

Eu realmente acredito que todo mundo que gosta de jogos de corrida deveria experimentar Burnout Paradise Remastered, porém não pelo valor de um jogo AAA atual. Mesmo sendo uma experiência incrível para quem está entrando agora e uma bomba nostálgica para pessoas como eu, que estava morrendo de vontade de sentir novamente a adrenalina da série, ele não deixa de ser o mesmo game que foi lançado na época em que foi adaptado para o PC.

Imagem do texto de RKGK

Review – RKGK / Rakugaki

Marco AntônioMarco Antônio10/06/2024