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Depois de um bom tempo de espera, Bionic Commando chega finalmente a esta geração de consoles. Bionic Commando Rearmed, remake do Nintendinho (1988), fez mais do que bonito. Game criou expectativa para o novo jogo, há mais de 2 anos em produção pela GRIN. A expectativa era grande até sair o demo multiplayer na Live e PSN. Oh deus, que diabos foi aquilo? Estava mais para um game genérico e cheio de bugs do que um novo Bionic Commando. E isso ficou na minha cabeça, até receber o game e jogar a campanha solo.

O jogo tem como protagonista o soldado Nathan Spencer, que é provisoriamente liberado de sua prisão para ajudar a repor a ordem após um atentado terrorista. Para isso, ele conta com ajuda de seu braço biônico capaz de muitas coisas, menos de fazer um game interessante. Isso não é culpa apenas de seu braço, claro. O jogo original, do NES, era fantástico com esta mecânica. O problema está na ausência de unidade, pois parece que todos os elementos do jogo foram reunidos em uma grande salada visual e interativa.

Exemplificando, os cenários são bonitos e visualmente convincentes. São reproduções de uma metrópole em ruínas, cavernas, grandes florestas, instalações militares, e por aí vai. Porém o jogo interrompe a aparente liberdade de exploração com a radiação liberada pelo ataque dos terroristas. São áreas azuis ao redor do cenário, que podem matá-lo em segundos. Todos os cenários se limitam a dois ou três caminhos por onde o personagem pode passar. E como se não bastasse, há paredes invisíveis para tudo quanto é canto.

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Quanto ao personagem, temos ainda mais problemas. Ele é forte demais para os inimigos do game. Praticamente não há desafio para seu braço biônico, mesmo no início do jogo onde ele ainda não “lembra” o que seu braço pode fazer. Logo as armas são praticamente desnecessárias a partir do momento que o braço ganhe novas habilidades. Os inimigos estão sempre agrupados e estrategicamente mal posicionados, para facilitar a vida do herói. O desafio todo fica por conta do cenário e suas áreas radioativas.

Os movimentos especiais do braço são patéticos e pouco convincentes. Se você espera destruir um inimigo com a força do seu braço, esqueça. É tudo muito falso e sacal. Os objetos às vezes nem parecem ter peso durante a interação, dando um ar de animação fake ou sem física realista. O que acaba deixando o jogo ainda pior é que sabemos que todos os elementos usados já foram melhor executados em outros títulos. Sendo mais especifico, se você vai se pendurar, que seja mais competente que o Homem-Aranha. Se é para ter um braço destruidor, que seja mais convincente que o Nero em Devil May Cry 4.

Sobre o modo multiplayer, lamentavelmente o modo online lembra um pouco o conhecido Lost Planet. Estão presentes todos os modos padrões de sempre, como deathmatch e capture the flag. A criatividade acaba aí. Seria muito melhor se houvesse apenas um modo “maratona”, onde ganha aquele que chegar primeiro ao final da fase, enfrentando inimigos e obstáculos.

Parece tudo um remendo, uma junção de vários jogos, sem alcançar uma unidade. Faltou capricho no modo multiplayer, o que poderia ter salvado o jogo. Controles difíceis, personagens voando pelo cenário, tiros perdidos que por acaso te acertam, personagens multicoloridos em um cenário apocalíptico, chefes fáceis e sem graça… São tantas coisas ruins reunidas que fica difícil engolir este game. Infelizmente, Bionic Commando não convence e diverte muito pouco. Minha sugestão? É melhor guardar as boas lembranças do velho clássico ou jogar Bionic Commando Rearmed.

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