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Há seis anos espero por Battlefield 3. A série Bad Company, apesar de muito boa, não conta. É uma série diferente, com ênfase na campanha solo e um multiplayer limitado. Eu queria mesmo era botar as mãos no sucessor de Battlefield 2. Um jogo de guerra com mapas amplos, vários veículos, muitas explosões e dezenas de jogadores batalhando. Até hoje a franquia Battlefield dita a regra neste gênero tão copiado por outras produtoras. Agora que o game saiu, é só alegria. O jogo traz, pela primeira vez, uma campanha solo. Mas quem precisa disso quando se tem um modo multiplayer ainda melhor e cheio de novidades.

Partindo para a campanha, o game abre com o sargento Henry Blackburn invadindo um trem em movimento, na tentativa de impedir um ataque terrorista. Você é jogado na ação com alguns Quick Time Events e, poucos minutos depois, o jogo corta para um interrogatório. As peças do quebra-cabeça são reunidas conforme Black revela os detalhes de cada missão e os soldados envolvidos. Além de jogar com o protagonista, você também encarna outros três personagens: Jonathan “Jono” Miller, Jennifer “Colby” Hawkins e Dimitri “Dima” Mayakovsky.

As missões ocorrem em forma de flashbacks, colocando você em momentos importantes da trama. Enquanto que Black e Dima encabeçam as missões terrestres, Jono coloca você no controle de um tanque de guerra, e Colby oferece uma experiência de combate aéreo. São estes os únicos momentos do game em que você interage com veículos; infelizmente de forma limitada. Isso ocorre também devido à linearidade da campanha, que não dá liberdade de exploração ao jogador. Em troca da limitação, o jogo oferece momentos únicos e extremamente gratificantes, com muitas explosões e coisas acontecendo na tela. Há também missões com rifle sniper, bombardeios aéreos e até uma perseguição de carro. Fora isso, é seguir em frente, completar objetivos e atirar muito.

Battlefield 3

Campanha fraca, multiplayer gratificante

Na campanha, o objetivo principal é capturar Solomon, o líder de uma milícia chamada PRL. Ele é acusado de adquirir armas nucleares da Russia e… Bom, você já viu isso em algum lugar. Eu juro que esperava uma história arrasadora, mas me deparei com um clichê atrás do outro e plágios de missões vistas em Call of Duty. Não que isso tire a empolgação da campanha, pelo contrário. Você acaba abstraindo a história para curtir os muitos momentos de clímax, que garantem diversão por 5 horas. Uma curta mas interessante introdução ao que realmente importa: o multiplayer.

Battlefield 3 apresenta mapas gigantescos, dezenas de armas, equipamentos, e vários tipos de veículos para pilotar – entre veículos de transporte, tanques, jatos de caça, helicópteros, barcos e jipes (são 22 veículos ao total). É um verdadeiro parque de diversão para adultos, onde a ação só termina quando um time vence a partida. Mas antes de falar sobre isso, gostaria de introduzir a Battlelog. Esta nova rede, exclusiva para a versão PC, é acessível via navegador de internet e permite aos jogadores ver tudo do game: modos de jogo, procurar servidores, falar com amigos via texto ou voz, ver estatísticas, configurar perfil, e mais. O interessante é que o game roda em segundo plano, enquanto que este sistema controla tudo nele. Ou seja, você pode dar Alt + Tab para acessar a rede e voltar pro jogo sem dificuldades. Na versão de consoles, estas informações estão integradas no menu principal do jogo. Pode parecer estranho, mas a versão de PC é muito mais completa e prática neste quesito.

Outra diferença entre as versões é o número máximo de jogadores por mapa: 64 no PC, 24 nos consoles. E, por consequência, os mapas também são menores nos consoles. Mas nada que tire a diversão, uma vez que ambas as versões apresentam os mesmos modos: Co-Op, Team Deathmatch, Squad Deathmatch, Rush, Squad Rush e Conquest. No caso do Co-op, até dois jogadores jogam seis missões paralelas à campanha. Este modo rende mais 3 horas de diversão e, como recompensa, seis armas são destravadas para você utilizar nos outros modos multiplayer.

Battlefield 3

Para aqueles que nunca jogaram Battlefield, vou explicar como funciona cada modo. Team Deathmatch é o famoso mata-mata entre dois times. No caso do Squad Deathmatch são quatro times, um contra o outro. O modo Rush, criado na série Bad Company, segue as mesmas regras: um time ataca e o outro defende vários pontos do mapa, impedindo que os adversários destruam as estações M-COM. Este modo também possui a variação Squad. Por último temos o Conquest, em que o objetivo é dominar pontos do mapa capturando bandeiras. Conforme seu time vai dominando e defendendo estes locais, os tickets (respawns) do time do adversário vai reduzindo até chegar a zero e perder a partida.

Quanto às classes de soldados, temos Assault, Support, Engineer e Recon. O Assault é uma mistura de soldado e médico, com a habilidade de reviver os feridos. Support é a classe de armas pesadas, que distribui kits de munição. Engineer é a classe engenheira, que pode consertar veículos, instalar minas terrestres e etc. E o Recon é a classe de combate à distância, com rifle sniper. Todas as classes possuem armas próprias e customizáveis, destravados conforme você sobe de patente. O mesmo se aplica aos veículos, que ganham upgrades importantes como por exemplo os sinalizadores dos jatos e helicópteros, indispensáveis para escapar de mísseis teleguiados.

Agora falando sobre os mapas, eles são um show à parte. No total o game oferece 9 mapas, situados na França (Paris) e Irã (Teerã), e todos com construções destrutíveis. Dependendo do modo que você escolhe, o mapa é apresentando em uma área menor e sem veículos. Então caso queira jogar uma partida mais rápida e frenética, saiba que o jogo te dá esta opção. Mas nada, absolutamente nada se compara à diversão da guerra com 64 jogadores. É um caos prazeroso, em que você se sente acuado e, ao mesmo tempo, responsável por fazer diferença na partida. E tudo é muito gratificante, mesmo quando você não mata ninguém mas domina pontos importantes do mapa. O jogo simplesmente te recompensa por todas as suas ações.

Uma produção de cair o queixo

O visual de Battlefield 3 é de encher os olhos. No momento, não há nada igual no mercado. No PC o jogo exige uma boa configuração para rodar bonitão, mas vale o investimento caso esteja pensando em uma nova placa de vídeo. Agora se você for jogar nos consoles, não deixe de instalar o pacote de texturas para uma experiência melhor. Os efeitos de iluminação da nova engine Frostbite 2 dão um tom ainda mais realista ao game, gerando sombras e reflexos para todos os lados. Isso sem contar a destruição promovida pela engine desde Bad Company. Agora os efeitos sonoros, minha nossa… Você ouve tudo nos mínimos detalhes: uma goteira, alguém pisando em uma superfície metálica, os tiros perdidos, as derrapadas de pneu, as explosões à distância, uma antena caindo e se retorcendo, um jato rasgando o ar, os soldados pedindo suporte, e assim por diante.

Battlefield 3 é recomendado para aqueles que gostam de FPS mais estratégico, com liberdade de exploração e veículos para pilotar. Se por um lado a campanha está ali só de enfeite, o multiplayer veio para provar que a franquia é a melhor do gênero. Portanto se você gosta de guerra virtual, aliste-se agora!

Imagem do texto de RKGK

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