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Fechando a trilogia da 8-Bit RTS Series nos consoles, 8-Bit Invaders! finalmente chegou para o PS4 e Xbox One. Assim como seus predecessores, foi lançado originalmente para PC em 2016 e só agora está dando as caras nos consoles, mas, como diria um velho ditado: antes tarde “Duke Nukem”!

Se você leu o meu review de 8-Bit Hordes, lançado um mês antes deste, então sinto te dizer que não haverá nada por aqui que você já não saiba. Assim como o Hordes, Invaders foi originalmente planejado como um DLC do RTS (Real-Time Strategy) 8-Bit Armies, mas acabou sendo lançado como uma sequência e transformando a marca em uma trilogia.

Apenas busquem conhecimento

Enquanto o Armies tem como tema guerras modernas e o Hordes é ambientado em mundos da fantasia medieval, Invaders se afunda na ficção científica e traz o famoso embate entre humanidade contra alienígenas. Apesar dos humanos serem retratados como os mocinhos e os aliens como os vilões, ao meu ver os humanos que estão errados aqui, pois todos os mapas se passam em outros planetas e claramente vemos que os extraterrestres estão apenas se defendendo dos invasores de suas terras.

Os cenários deixam um pouco a desejar no detalhamento.

Como todo o processo de desenvolvimento deste foi simultâneo e idêntico ao Hordes, assim como ambos estavam sendo planejados como DLC e acabaram se tornando um título à parte, podemos dizer que a única mudança de um para o outro é a temática. Invaders também possui duas campanhas que podem ser jogadas tanto sozinho quanto em co-op; em cada uma você assume uma facção, sendo a primeira dos Fuzileiros Galácticos (humanos) e a segunda dos Cranioides (aliens).

Cada campanha traz 12 missões com três dificuldades diferentes, o que acrescenta um objetivo a mais na missão, podendo ir de um a três. Isso influencia apenas no quanto você quer ficar preso aquela fase em específico, pois novamente não existe recompensa em obter as 36 medalhas disponíveis em cada campanha. O mesmo ponto negativo que tínhamos nos anteriores temos aqui, já que as campanhas acabam se tornando chatas e pouco interessantes.

Aliás, novamente temos o problema das letras “para formiguinhas” aqui. Mesmo possuindo um televisor grande, o tamanho das letras neste jogo é uma ofensa, tornando quase impossível conseguir ler o que está escrito nos objetivos ou qualquer outra coisa que aparece na tela. O jogo está localizado em português, mas isso acaba se tornando supérfluo já que o tamanho das letras não colaboram.

O visual é quase monocromático.

Multiplayer interplanetário

Como nos anteriores, Invaders possui um visual “8-bit” tridimensional muito semelhante a Cube World e outros jogos que se inspiraram descaradamente em Minecraft. Os mapas são grandes e é tudo bem feito e detalhado, porém achei os cenários de 8-Bit Hordes mais detalhados. A grande maioria dos ambientes deste se limitam ao interior de naves gigantes e planetas cinzentos ou avermelhados, então acaba se tornando um visual meio maçante de se ver por muito tempo.

Aqui, as mecânicas são idênticas aos RTS antigos e seus predecessores. Você controla uma simulação de cursor de mouse pelo analógico e suas tropas pelos demais botões do joystick. Felizmente, é tudo simples e intuitivo, então dá para se virar mesmo sem conseguir ler as instruções do tutorial devido ao problema das letras encolhidas.

É possível visitar os mapas dos outros jogos em modos online.

O jogo ainda conta com vários modos multiplayer, seja local ou online. A parte ruim é que atualmente não tem absolutamente ninguém jogando online, então se você não combinar de jogar com alguém, vai ser muito difícil aproveitar esses modos. Neles, caso você tenha os títulos anteriores, poderá jogar nos mapas dos outros jogos e com as facções de cada um, misturando a trilogia em um jogo só.

8-Bit Invaders possui uma temática mais atraente que a dos outros jogos – por lembrar vagamente Starcraft – mas infelizmente acaba sendo apagado pelos mesmos erros que tiraram seus antecessores de cena. Essa trilogia pode até ser interessante pra quem é fã de RTS, mas dificilmente será uma experiência divertida jogando sozinho. Caso esteja realmente interessado, talvez jogar no PC ainda seja sua melhor opção, tanto pela praticidade quanto por ter mais chances de encontrar alguma boa alma no modo online.

Imagem do texto de RKGK

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