Como é bom embarcar em uma história que nos leve por caminhos diferentes, não é mesmo? Desbravar e criar um mundinho só seu, cheio de possibilidades, mas que hoje em dia já nos alerta com uma reflexão importante: os games precisam ser de Mundo Aberto para serem bons e venderem mais?

A duas últimas gerações de consoles vêm construindo um longo caminho, aparentemente sem volta, tomando para si todo avanço tecnológico a fim de possibilitar ao jogador novas formas de interatividade e narrativa. Tudo isso nos trouxe ao universo de infinitas possibilidades proporcionado pela liberdade de um gameplay aberto.

Com GTA e Skyrim descobrimos as maravilhas com a infinidade de conteúdo para ser consumido dentro de cada game, nos levando a dezenas de horas e fazendo pensar, no alto da nossa empolgação e hype, que “jogo bom é jogo de mundo aberto!”. Bastou a tendência dos jogos sandbox cair na graça dos gamers para surgirem jogos de corrida em mundo aberto, aventura, ação, RPG, luta, jogos de tiro e até mesmo esporte.

A CD Projekt Red aprendeu com os jogos de Mundo Aberto e nos mostrou, com The Witcher 3, que era possível entregar um game mais adulto e completo, porém será que a indústria aprendeu com Geralt de Rivia como entregar um mapa repleto de objetivos diversos sem fazer o player perder o interesse no meio do caminho?

Será que já não nos cansamos de enfrentar o desconhecido por personagens em perigo, atravessamos mapas gigantescos coletando itens, caçando tesouros, enfrentando inimigos por informações, armas ou armaduras, combatemos exércitos e seus generais pelo controle de áreas, para nos entreter até a última e simplória missão?

Mapas cada vez maiores, mas será que cada vez mais interessantes?

Mapas cada vez maiores, mas será que cada vez mais interessantes?

O desafio de finalizarmos jogos de Mundos Abertos deixou de ser o último chefão para dar lugar ao tempo como nosso maior inimigo; tempo de nos comprometermos com uma jornada tão extensa, sem contar aquela vaga vontade de obter uma platina.

Perdemos o fator surpresa com o modo exploração dos jogos sandbox que apenas prolongam a nossa jornada de maneira banal. Como Yves Guillemont afirmou sobre o recebimento negativo do primeiro Watchdogs, muitas vezes queremos tudo em um game só, mas ninguém parou para pensar que a recompensa de um bom jogo não é o tempo que ficamos com ele, mas sim os bons momentos, breves ou longos, que ele pode nos proporcionar.

Final Fantasy XV se rendeu ao sandbox com caçadas, busca de tesouros e passeios enfadonhos por belíssimas páginas, podemos atravessar os EUA de carro e com os amigos em The Crew, descer montanhas geladas com snowboard e da maneira como queremos, hackear cidadãos ou salvar Nova Iorque de um vírus já é possível para quem ainda está no colegial.

Todos esses recentes games não são problemas para o mercado, afinal apenas o esquema procedural para os planetas de No Man’s Sky e seus milhares de dólares acabou perdendo para o procedural indie de The Flame in the Flod e seu gameplay simples e aberto de sobrevivência. Até Zelda está se redendo ao estilo sandbox!

A grande questão não é qual jogo é bom ou ruim, mas sim: nós precisamos de mais jogos de Mundo Aberto?

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