A Gamescom Latam 2026 retorna a São Paulo com uma proposta ambiciosa e, ao que tudo indica, conseguiu cumprir. Entre os dias 30 de abril e 3 de maio, o Distrito Anhembi se transformou em um verdadeiro epicentro da cultura gamer, reunindo desde gigantes da indústria até desenvolvedores independentes que estão redefinindo o futuro dos jogos.
Mais do que um evento, a edição deste reforçou que o Brasil não é mais apenas um mercado consumidor, mas um protagonista em ascensão no cenário global. A presença de grandes publishers, somada a lançamentos exclusivos e experiências imersivas, criou um ambiente que rivaliza com edições internacionais da própria Gamescom.

Ainda que em proporções diferentes, a integração com o BIG Festival continua sendo um dos maiores acertos do evento. Para quem acompanha o mercado, sabe que desde 2022 o BIG Festival deixou de ser o Brazil’s Independent Games Festival para assumir a proposta de se tornar a maior premiação de jogos indie do mundo, como Best International Games Festival, reservando espaço para os desenvolvedores independentes e garantindo que o evento não viva apenas de títulos AAA, mas contando com algo em torno de 50 títulos disponíveis na área Game Dev e o estande da ABRAGAMES, com os incríveis Talaka e A Investigação Póstuma.

Com cada vez menos apoio das principais empresas, a Gamescom Latam 2026 segue a tendência de outros eventos em preencher o Distrito Anhembi com boas experiências, e para isso contou com o retorno da Nintendo e os mega estandes de Brawl Stars e Clash Royale. A grande surpresa ficou por conta do estande de Phantom Blade Zero, jogo chinês desenvolvido e publicado pela S-Game, que chega em setembro de 2026.

Dividido em quatro áreas diferentes, a Gamescom Latam 2026 separou seu espaço por temas. Na Hero Zone tínhamos títulos dedicados à fantasia e aventura, com grande destaque para Marvel Tōkon: Fighting Souls, da Arc System Works. A Neo Zone, dedicada aos fãs de sci-fi, contava com o maravilhoso We Where Here Tomorrow, e a Shadow Zone, para quem curte terror, com jogos da New Blood Interactive. Na Open Zone, dedicada à simulação e jogos sand box, a Riot Games comandava o show com Teamfight Tactics (TFT), 2XKO e Wild Rift.

Conhecemos também a Business Area em um compromisso com a Tassei Denki, líder internacional em hardware para games, tecnologia de consumo e acessórios inovadores, para conhecer a G‘AIM’E TIME CRISIS Lightgun, em celebração aos 30 anos de Time Crisis e com muita nostalgia.

Grandes marcas como, por exemplo, AMD, TCL e Logitech também marcaram presença para atender o público fiel em busca de novidades para itens, equipamentos e acessórios. A NVIDIA também participou esse ano com um estande que trazia a chance de experimentar tecnologias como DLSS 4, DLSS 4.5 e path tracing em títulos como Phantom Blade Zero, PRAGMATA e Resident Evil Requiem.

Dentre os demais estandes, além do espaço concorrido para as ativações com Pokémon, a Warner trouxe Lego Batman: O Legado do Cavaleiro das Trevas para agradar todos os públicos com esse divertidíssimo título; a Skybound Entertainment também participou com um espaço gigantesco para Invincible VS, jogo desenvolvido pela Quarter Up; a Ukiyo Studios que esteve presente com Rain98, Don’t Let it Starve e Moonlight Motel, dois títulos brasileiros publicados pela Black Lantern Collective, Mina the Hollower, novo game da Yacht Club Games (criadores de Shovel Knight), Box Knight, e Croak, game plataforma com animações incríveis de artistas que já trabalharam em Rick and Morty e Cuphead.

Com a presença de David Wise, responsável por trilhas sonoras icônicas que marcaram gerações de jogadores, como Donkey Kong Country, Battletoads, Diddy Kong Racing, Star Fox Adventures e Yooka-Laylee, a Gamescom Latam 2026 ofereceu um show inesquecível para os fãs presentes. Além disso, as opções de meet & greets com influenciadores e as palestras também ajudaram a ampliar o alcance do evento, conectando diferentes camadas da comunidade gamer.

No fim, a Gamescom Latam 2026 não era só sobre jogar, mas sobre entender o mercado, criar conexões e se inspirar, mesmo quando os fãs sentem a falta da presença das gigantes Sony e Microsoft. Essa edição foi um sinal claro de que a América Latina, e especialmente o Brasil, está cada vez mais inserida no mapa global dos games, não como espectadora, mas como parte ativa dessa evolução, ainda que seja cada vez mais difícil desbravar esse mundo com seu game independente.


