Se você está lendo este review é porque é fã de jogos de navinha. Ou shmup, para os íntimos. E sim, Earthion vale total a sua atenção! Não só por ser um game feito na engine do Mega Drive e possuir uma trilha sonora absurda, mas por ser um jogaço mesmo. Você começa e não quer parar de jogar até terminar, enquanto aquece o coração com a nostalgia de um game que poderia ter existido nos anos 90 e vendido horrores na geração 16-bit.

Produzido pela desenvolvedora japonesa Ancient Corporation, Earthion foi lançado em 31 de julho para PC e chegará aos consoles em setembro, incluindo uma edição de colecionador com direito à uma miniatura do arcade do jogo. Já os retro colecionadores poderão adquirir o cartucho de Mega Drive no ano que vem pela Limited Run, embora ainda não tenha uma data oficial pra sair.

Earthion

Jogo novo com gostinho de velho

Na trama, os recursos da Terra esgotaram e a humanidade fugiu pra Marte. Forças invasoras aproveitaram a brecha para atacar a Terra, iniciando uma nova guerra espacial. Liderando a frota está a protagonista Azusa Takanashi, pilotando sua nave YK-IIA por 8 fases distintas repletas de tecnologia e criaturas bizarras.

Logo na tela inicial de Earthion vemos o carinho dos desenvolvedores com o game. É tudo bem “old-school”, com menu simples e um efeito sonoro de seleção que saiu direto de Streets of Rage. Afinal, a trilha toda é composta pelo mestre Yuzo Koshiro, que trabalhou no famoso beat ‘em up da SEGA e também em ActRaiser, dentre muitos outros jogos.

Earthion

Earthion apresenta uma jogabilidade que consiste no tiro comum e na alternância entre armas secundárias, dentre várias opções, com nível de força que aumenta conforme você coleta fragmentos verdes dos inimigos abatidos. Você possui também um escudo que zera ao ser atingido, mas recarrega depois de alguns segundos. E, como não poderia faltar, você possui vidas e continues. Mas não vá achando que o game é fácil: são só 2 vidas e 3 continues. Depois disso é game over, como nos velhos tempos. A não ser que você jogue no fácil, o desafio é enorme.

Nas dificuldades maiores você precisará memorizar as fases, padrões dos chefes e, principalmente, terminar a fase com a cápsula de adaptação, que permite escolher um bônus de melhoria (imagem abaixo) pra seguir pra próxima fase. São melhorias como aumentar o nível inicial dos tiros e vida extra, dentre outras opções, que fazem total diferença pra conseguir avançar.

Earthion

A cápsula ocupa o espaço de uma arma secundária, deixando seu arsenal limitado mas oferecendo uma boa troca ao fim da fase. Eu só consegui terminar o game assim, pegando esses bônus. As fases brincam com estilos e orientações diferentes, por exemplo com navegação horizontal. Tem hora que chove inimigos na tela e tem hora que o cenário aperta os espaços como em R-Type, outro shmup das antigas. Essa alternância deixa tudo muito divertido, com dificuldade que aumenta e diminui sem seguir um padrão.

Yuzo Koshiro do Brasil

Earthion possui um visual pixel art maravilhoso, caprichado demais nas animações e no paralaxe. Em algumas partes o game simula animação 3D, só pra dar o ar da graça. E você pode modificar a forma como o game é apresentado em tela: em tv de tubo curvada ou plana, pixels quadrados, escalonados e mais. Deu pra notar pelas screenshots do review, né? E o game ainda oferece extras, como jogar demonstrações antigas e a versão protótipo inicial.

Earthion

Agora a trilha sonora… Minha nossa, quanta música boa! Todas as fases possuem músicas próprias, uma melhor que a outra, com aquele gostinho forte de Mega Drive. Aliás, Yuzo Koshiro veio para o Brasil recentemente na Retrocon, em sua primeira passagem pelo país, e fez um show ao vivo incrível. Ele ficou tão emocionado com o calor dos fãs brasileiros que deseja retornar ano que vem, segundo uma declaração dele feita ao Warpzone. Que venha!

Earthion é um game clássico com cara de moderno, que traz tudo de melhor do gênero. Minhas únicas críticas ficam para a ausência da bomba, a visibilidade ruim em alguns trechos das fases (por conta da palheta de cores) e a duração, que só se estende por mais de 3 horas se você desejar alcançar todas as conquistas – que são muitas, com especificidades pra cada fase. E, claro, tentar terminar o jogo na Dificuldade “Fera” e esnobar com suas inicias no placar.

90 %


Prós:

🔺Estilo visual nostálgico
🔺Trilha sonora MA-RA-VI-LHO-SA
🔺Jogabilidade fácil de dominar
🔺Traduzido pra PT-BR

Contras:

🔻Senti falta das bombas
🔻Visibilidade ruim em alguns trechos
🔻Poderia ser um pouco mais longo

Ficha Técnica:

Lançamento: 31/07/2025
Desenvolvedora: Ancient Corporation, Bitwave Games
Distribuidora: Limited Run Games
Plataformas: PC, PS5, Xbox Series, Switch
Testado no: PC

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